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  N°3374 (Nova Série), Sexta-Feira, 29 de Janeiro de 2010

Perfil de um virtuoso

Carlos Damas nasceu em Coimbra em 1972, cidade onde fez os primeiros contactos com o mundo dos sons. Com apenas três anos entrou no Conservatório desta cidade. Aos seis anos de idade mudou-se para Lisboa onde iniciou os estudos de violino sob orientação dos professores Vasco Brôco, Leonor Prado e Alexandra Mendes. Aos 15 anos fez o seu primeiro concerto a solo acompanhado pela Orquestra da Radiodifusão Portuguesa, sob a batuta do maestro Silva Pereira. Representou Portugal no International Music Camp, que teve lugar nos Estados Unidos. Neste país obteve o certificado de “Excellence in Performance and Leadership” atribuído pela American String Teachers Association.
Em 1990 Carlos Damas vai para Paris onde frequenta o Conservatório tendo como professores Jacqueline Lefèvre e Ivry Gitlis. Nos anos vividos na “cidade luz”encontrou-se regularmente com Yehudi Menhuin que o orientou no plano artístico e violinístico e foi concertino da Orchestre Internationale de La Cité, durante três anos. Terminou a sua formação superior com a mais alta classificação e fez a estreia em Paris do Concerto para Violino de Luís de Freitas Branco. Estreou ainda as obras de alguns compositores franceses da actualidade, entre eles Jacques Chayllé, Gracia Finzi, Michel Merlet, Jean Jacques Werner, Jacques Bondon.
Fez várias digressões em Espanha sendo considerado pela crítica especializada como um “prometedor violinista”. Em Espanha dirigiu ‘Masterclasses’ (sessões de aperfeiçoamento) no Conservatório Superior de Música de Zaragoza.
Depois de Espanha seguiu-se a Áustria onde foi convidado pela Escola Superior de Música de Viena para participar no conceituado Festival de Semmering. Ainda na Áustria trabalhou com a violinista Dora Shwarzberg e o pianista Yuri Smirnov.
Em 1995 chega a Macau a convite do Instituto Cultural. Na sua passagem pelo território foi assistente de Concertino na Orquestra de Câmara de Macau, participou em Masterclasses – cursos de aperfeiçoamento - orientados pelo violinista Shlomo Mintz, no Festival Internacional de Música e no Festival de Artes onde interpretou as Quatro Estações de Vivaldi. Na estadia em Macau conheceu vários músicos chineses que o convidam em 1997 a participar no Festival de Artes da República Popular da China. Foi o único músico ocidental a ser convidado para participar no evento. Ainda por Macau, em colaboração com o poeta Alberto Estima de Oliveira, gravou um disco com improvisos sobre poesia.
Para além dos concertos e das gravações Carlos Damas também se tem dedicado ao ensino. Leccionou nos conservatórios de Macau, Coimbra e Figueira da Foz. Actualmente é professor de violino na Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa.
Em 2007 Carlos Damas foi convidado pela UNESCO (Melody Dialogue Association), a participar como solista numa série de concertos multiculturais em representação de Portugal. Nesse mesmo ano estreou-se a solo com a Orquestra Filarmónica de Praga, sendo posteriormente convidado para novas colaborações com esta orquestra.
Recentemente, o compositor Sérgio Azevedo dedicou-lhe as suas “Sonatas para violino solo”, bem como a “Serenata para violino e orquestra de cordas”.

Seis discos publicados

Carlos Damas é considerado pela crítica da especialidade uma dos violinistas de maior relevo a nível internacional na actualidade. A revista Gramophone descreve-o com os mais rasgados elogios… “top technical marks… portuguese violinist Carlos Damas boasts a clear, ringing tone and impressive dexterity.” Já se apresentou a solo e em recital nos principais países da Europa, Ásia e América do Norte. Como solista, Carlos Damas tocou com as seguintes orquestras: Jeune Philarmonie (Val de Marne-Paris), Winnipeg Symphony (Canadá), North Dakota International Music Camp Orchestra (USA), Camerata de St. Severin (Paris), Orchestre Internationale de la Cité (Paris), Orquestra Sinfónica de Cantão (China), Orquestra de Macau, Orquestra da Radiodifusão Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Camerata da Madeira, Prague Philarmonic Orchestra. A estreia nas gravações discográficas aconteceu em 1995. Desde então já tem seis discos editados: “Fritz Kreizler”, com Anna Tomasik ao piano (2009); “Modern Solo Violin Music” (2007); “ Beethoven - Sonatas para violino e piano nº4 e nº5 Primavera” (2004); “Violino Solo” (2000); “Diálogos do Silêncio”, improvisações sobre poesia de Alberto Estima de Oliveira com recitações de Hélder Fernando (1997); “Felix Mendelssohn Bartholdy - Sonata para violino e piano em fá menor op.4 e Sonata para violino e piano em Fá maior” com Rubén Lorenzo ao piano (1995). Em 2010 será editado o disco com as “Sonatas para Violino” de Luís de Freitas Branco (1890-1955), compositor da rara precocidade e um dos maiores nomes da música portuguesa do século XX.

 


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