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  N°4221 (Nova Série), Sexta-Feira, 1 de Mar¬o de 2013
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PRESIDENTE DO IPM VAI APELAR A PEQUIM
Um palco maior para o Português em Macau

Lei Heong Iok sugeriu que “o novo campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha possa ter uma faculdade específica para o ensino e estudo de língua portuguesa”. Segundo defendeu, devem ser tomadas mais medidas para apoiar e melhorar as condições do ensino da língua, e exemplificou com a possibilidade de se recrutarem mais docentes dos países lusófonos

viviana chan

O delegado de Macau à Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CPCPC) e também presidente do Instituto Politécnico (IPM) garantiu que vai apelar a Pequim, durante a reunião que este mês vai decorrer na capital, para que valorize mais o papel de Macau no ensino da língua portuguesa. Sugeriu também que “o novo campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha possa ter uma faculdade específica para o ensino e estudo da língua portuguesa”.
Lei Heong Iok, citado pelo jornal em chinês “Ou Mun”, propôs ao Governo, por outro lado, que tome mais medidas para apoiar e melhorar as condições do ensino da língua, e exemplificou com a possibilidade de se recrutarem mais docentes dos países lusófonos. Referiu até que responsáveis da Universidade de Lisboa já visitaram várias vezes Macau e o Interior da China, mostrando interesse em cooperar com as universidade continentais para criar uma plataforma de educação.
O responsável máximo do IPM contou ainda que à medida que os negócios entre a China e os países lusófonos se vão alargando, a procura da aprendizagem do português também tem aumentado significativamente nos últimos anos. E embora haja um aumento das instituições educativas no Interior da China, “Macau continua a gozar de vantagens absolutas em relação ao Continente”, no que à língua portuguesa diz respeito.
Lembrou também que não é só o IPM a disponibilizar uma área de estudos no português e que a Universidade de Macau, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e a Universidade da Cidade de Macau têm cursos de língua portuguesa.
O número de instituições de ensino superior no Continente a disponibilizar cursos de português cresceu de três (as mais antigas) para mais de duas dezenas actualmente. Em todo o caso, na opinião de Lei Heong Iok, Macau tem recursos suficientes ao nível do ensino, comparado com o Continente, assim como a sua própria história cria um ambiente único bilingue, o que é ideal para os alunos conhecerem não só a língua como a cultura.
Relativamente ao novo campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha, este responsável considerou que se trata de uma oportunidade valiosa para expandir o ensino de português. Até poderá, sugeriu, ser prestado apoio profissional às escolas do Interior da China que, segundo referiu, têm falta de docentes e de materiais.
Ao nível do IPM, disse esperar ainda que haja a oportunidade de uma cooperação com as outras escolas de Macau, sobretudo a UM, para melhorar a qualidade do ensino.
O empresário David Chow, também delegado de Macau na CPCPC, igualmente citado pelo “Ou Mun”, sugeriu, por seu lado, o aperfeiçoamento dos regimes fiscais para que se melhore a exportação dos produtos da China para os países lusófonos. Lembrando que as companhias portuguesas têm investimentos em infra-estruturas no Brasil e alguns países africanos de língua portuguesa, o empresário manifestou o interesse em participar nesses projectos, contando para isso com a plataforma de intercâmbio que Macau assume ser.

 


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