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  N°4149 (Nova Série), Sexta-Feira, 9 de Novembro de 2012
ESTADOS UNIDOS
Obama pede união no Congresso
para evitar “abismo fiscal”

O reeleito Presidente dos EUA apelou aos membros do Congresso para que promovam “soluções bipartidárias” para os problemas económicos do país, evitando assim a ameaça do chamado “abismo fiscal”

Depois da vitória nas eleições presidenciais, Barack Obama telefonou a líderes do Congresso com o intuito de discutir a agenda legislativa e incentivar republicanos e democratas a “colocarem os interesses partidários de lado”, revelou a Casa Branca, em comunicado.
Durante esses contactos, Obama deu ênfase a questões económicas. “O Presidente reiterou o compromisso de encontrar soluções bipartidárias para reduzir o nosso défice de uma forma equilibrada, cortar impostos para as famílias da classe média e pequenas empresas e também gerar empregos”, informou a Casa Branca.
O ponto mais urgente na agenda de Washington passa por encontrar formas de evitar o “abismo fiscal”, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos que entrarão em vigor no início do próximo ano, caso não haja acordo no Congresso.
O problema reside no fim de incentivos fiscais implementados há quase dez anos pela Administração de George Bush e ao início de cortes automáticos no orçamento em programas sociais e militares a partir de Janeiro. O montante a “retirar” da economia chega aos 607 mil milhões de dólares, facto que leva os economistas a temerem uma desaceleração do PIB ou mesmo uma nova fase de recessão.
Recorde-se que Obama vai lidar com uma Câmara dos Representantes maioritariamente republicana e um Senado dominado pelos democratas, tal como sucedeu no anterior mandato.
Segundo a Casa Branca, Obama telefonou ao presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, e ao líder da minoria no Senado, Mitch McConnell - ambos republicanos -, além de Harry Reid e Nancy Pelosi, seus aliados democratas no Senado e na Câmara, respectivamente.
O presidente da Câmara dos Representantes já deixou antever que a sua bancada ponderará um aumento de impostos em troca do que Obama estiver disposto a fazer em termos de cortes nas despesas e reformulação dos programas de assistência social que, segundo John Boehner, “são os principais vectores” da dívida norte-americana. “Devemos encontrar o terreno comum que desejamos”, declarou Boehner em tom conciliatório, sugerindo que o Congresso poderá começar a negociar um acordo antes do fim do ano.
Em contrapartida, Mitch McConnell mostrou um tom menos conciliatório do que o de Boehner, ao salientar que “os eleitores não apoiaram os erros ou excessos do primeiro mandato do Presidente”.
Horas antes, o líder da maioria democrata do Senado também instou o Congresso a tomar medidas para evitar o “abismo fiscal”. Harry Reid considerou que, apesar da objecção dos republicanos, as medidas devem incluir um aumento de impostos “para os mais ricos”.
Porém, perante um Congresso dividido, a maioria dos analistas acredita que a “paralisia” política vai continuar em Washington.

Hillary vai deixar diplomacia
para “reflectir e escrever”

A Secretária de Estado norte-americana deixará o cargo depois de garantir a transição com o sucessor, após a tomada de posse do Presidente Barack Obama, a 20 de Janeiro, confirmou ontem o Departamento de Estado. “Não creio que os projectos da secretária de Estado tenham mudado. Ouviram várias vezes ela manifestar a intenção de ter um período de transição com o seu sucessor e depois regressar à vida civil para repousar, aproveitar para reflectir e escrever”, indicou a porta-voz da diplomacia norte-americana, Victoria Nuland. Hillary Clinton tinha afirmado há 10 dias que abandonaria o cargo após a tomada de posse do Presidente. Mas, em declarações no final de Outubro ao Wall Street Journal, Clinton dava a entender que poderia ficar em funções mais algum tempo para gerir o dossiê do ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia. O antigo candidato democrata às presidenciais de 2004, John Kerry, e a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, têm sido apontados como possíveis sucessores de Clinton.

 


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