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  N°4149 (Nova Série), Sexta-Feira, 9 de Novembro de 2012
EMBATE DE CAMPEÕES DO UFC NO COTAI
Franklin antevê grande duelo com Cung Le

Rich Franklin e Cung Le defrontam-se amanhã à noite na Arena do COTAI naquele que será o “prato forte” do “Ultimate Fighting Championship” (UFC), o primeiro torneio da modalidade em solo chinês. Ao JTM, o veterano lutador norte-americano mostrou-se bastante entusiasmado com o evento, considerando que Macau tem condições para organizar mais iniciativas semelhantes

pedro andré santos

É um dos desportos com crescimento mais rápido em todo o mundo. Odiados por uns, amados por outros, o que é certo é que os combates de UFC fazem subir a adrenalina a milhões de pessoas e promete fazer furor também em solo asiático.
Rich Franklin é uma das estrelas da modalidade. O lutador de 38 anos e ex-campeão mundial prepara-se para defrontar outra das grandes estrelas dos ringues: Cung Le. Este será o derradeiro combate da noite e promete dar que falar, pelo menos é essa a opinião do veterano norte-americano. “É o primeiro evento destes em Macau e quem vier vai achar que foi dinheiro bem gasto. As pessoas vão regressar a casa e falar aos amigos sobre isto, e vai espalhar-se de tal forma que mal podem esperar pelo próximo”, referiu ao JTM, considerando que Macau tem condições para eventos desta dimensão.
Professor do ensino secundário de profissão, Rich Franklin rapidamente percebeu que podia ter futuro neste desporto que muitos consideram ser demasiado violento. “É algo com que lidamos todos os dias. Já estou nisto há quase 10 anos e houve uma altura em que um senador se referiu ao UFC como uma luta de galos e tivemos que combater esse estigma. Temos que educar os fãs também. Usamos Bruce Lee como referência, a sua filosofia e forma de pensar eram bastante adiantadas para o seu tempo”, referiu Franklin, acreditando que não terá esses problemas na Ásia.
“São apenas duas pessoas preparadas para um confronto físico mas o aspecto mental acaba por pesar mais no lutador do que a maioria das pessoas percebe, porque é um jogo estratégico também”, disse, acreditando que será “um grande espectáculo com casa cheia”.
Quanto ao embate frente a Cung Le, Rich Franklin considera que será difícil dado que se trata de um lutador que mistura vários estilos na sua técnica. “Acho que ele vai fazer o que sabe melhor. É um lutador matreiro, tenho que ter cuidado para não cair numa simulação de pés e depois apanhar com um murro. Acho que o plano dele vai passar por tentar apanhar-me despercebido”, disse Franklin.
Será ainda interessante ver como se irão comportar dois lutadores que mantêm também uma relação próxima fora do ringue. “Somos grandes amigos fora do octógono, e depois do combate provavelmente vamos jantar juntos”, afirmou o americano, acrescentando que tal não os irá impedir “de fazer uma grande luta”.
MOMENTOS MARCANTES. As lesões que impedem os atletas de praticarem a sua profissão seriam porventura os piores momentos da carreira de um lutador, mas Rich Franklin mostrou um lado mais sensível no decorrer da entrevista ao JTM. “O meu pior momento foi o ano em que o meu pai faleceu. Fui a Las Vegas para ser operado ao joelho e voltei no dia antes de ele falecer. Como tinha sido operado não pude vê-lo antes dele partir, e isso foi de longe o pior momento da minha carreira”, referiu o lutador com um semblante emotivo.
Pela positiva não destacou o título alcançado, mas sim os pequenos momentos ao longo da carreira, como os resultados alcançados pelo esforço nos treinos ou o apoio sentido da família e amigos, mesmo quando sai derrotado.
Curiosamente, a lesão mais complicada nem foi no octógono, onde “apenas” partiu o braço, o nariz, e levou pontos. “Desloquei o ombro num treino e fui operado. Estive 8 meses sem dar um murro a alguém e dei em doido! Para as pessoas é normal, claro, mas para mim já era estranho. Quando voltei ao ginásio e pude lutar com os meus colegas foi um bom dia para mim”, referiu, entre sorrisos.
Quanto ao futuro, Rich Franklin ainda não sabe quando vai “pendurar as luvas”, tendo apenas a certeza que quer mais uma hipótese de alcançar o título.
Sobre Macau não se mostrou impressionado pelos grandes casinos, mas sim pelas coisas mais banais, como uma simples ida ao supermercado e ver a diferença de produtos.
Após o combate em Macau já tem programa traçado, aproveitando umas mini-férias antes de regressar a casa. “Vou a Pequim ver a Grande Muralha e a praça de Tiananmen. Quero experimentar o pato e talvez as espetadas de escorpião, quem sabe... sou um tipo aventureiro”.
O duelo entre Rich Franklin e Cung Le será a grande atracção da noite mas há mais oito combates no cartaz. Na “card” principal os brasileiros Thiago Silva e Paulo Thiago irão defrontar o búlgaro Stanislav Nedjov e sul-coreano Dong Hyun Kim, respectivamente, enquanto o japonês Takanori Gomi vai medir forças com o norte-americano Mac Danzig.
Na “card” preliminar mais cinco combates. Alex Caceres (EUA) enfrenta Kyung Ho Kang (Coreia do Sul), Tiequan Zhang (China) lutará contra John Tuck (Guam), John Lineker (Brasil) medirá forças com Yasuhiro Urushitani (Japão), Jeff Hougland (EUA) irá combater Takeya Mizugaki (Japão), Tom DeBlass (EUA) frente a Riki Fukuda (Japão) e Marcelo Guimarães (Brasil) enfrentará Hyun Gyu Lim (Coreia do Sul).

 


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