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  N°4122 (Nova Série), Sexta-Feira, 28 de Setembro de 2012
OPEN DE SQUASH DE MACAU EM OUTUBRO
Egípcio Karim Darwish é o mais cotado no quinto lugar do ranking mundial

Estamos a menos de um mês da edição de 2012 e já se realizou o sorteio do quadro principal. A prova conta com 12 jogadores convidados, sendo cinco do Egipto. O mais credenciado é Karim Darwish. O menos cotado, Armando Amante, de Macau, que recebeu convite especial

vítor rebelo

A lista dos nomes mais sonantes foi conhecida há alguns dias e um jogador da RAEM conseguiu um estatuto especial, um “wild card”, que lhe permite integrar o lote dos melhores doze.
Armando Amante, de 25 anos, tem progredido bastante a nível local e internacional, em especial no continente asiático, para além de ser o campeão do território há nove anos consecutivos.
Mesmo assim não tem ranking entre os melhores 400 do mundo. Está actualmente posicionado no lugar 497, depois de já ter sido 170 em 2009.
É aliás o único nessas circunstâncias, no meio de bons nomes que se deslocam a Macau, proporcionando certamente excelentes jogos de squash.
“Vou estar entre os melhores da actualidade e por isso vale a pena participar”, começou por referir ao JTM, Armando Amante, que, para além de ainda jogador, é agora também um dos treinadores das camadas jovens da Associação de Squash de Macau, entidade que organiza quatro torneios por ano para escalonamento do ranking interno.
“Temos bastantes miúdos a treinar, numa modalidade que, pode dizer-se, começa a ser popular aqui em Macau. Para se ter uma ideia da evolução, hoje em dia é muito mais difícil marcar um “court” para treinar do que era há uns anos a esta parte. Temos cerca de duas dezenas de jovens (juniores) já em competição e em termos de seniores serão mais de uma centena os praticantes”.
APRENDER COM OS GRANDES. Amante já fez parte do quadro principal na edição de 2011, tendo sido eliminado logo na primeira ronda por um malaio.
“Mesmo sem hipóteses de ir longe, é sempre muito bom aprender e é com estes grandes jogadores que aprendo”, salienta o campeão do território, que no próximo ano vai representar a RAEM em dois importantes eventos, os Jogos Asiáticos e os Jogos da Ásia Oriental.
No ano passado, integrado na selecção de Macau, chegou às meias-finais dos Jogos de Arafura, contribuindo para a obtenção da medalha de bronze em termos colectivos.
A competição decorrerá entre 18 e 22 de Outubro nos “courts” do Macau Dome e apresenta um total de prémios monetários (prize money), de 50 mil dólares americanos para o sector masculino e 30 mil para a prova feminina.
JOGADORES DE TOPO. É um dos menos cotados do calendário de torneios internacionais, mas mesmo assim já começa a despertar interesse no seio da comunidade de jogadores profissionais.
Daí a vinda de cinco jogadores do Egipto, país onde o squash tem hoje uma grande expansão, e três ingleses, integrados no chamado “main draw” de doze, cujos jogadores entram directamente no quadro principal.
Hong Kong tem também um representante neste lote, Max Lee, curiosamente o adversário na estreia do atleta de Macau, Armando Amante, isto na primeira eliminatória em que actuam os cabeças-de-série.
O cartaz do torneio é o egípcio Karim Darwish, de 29 anos, quinto do ranking mundial, que terá pela frente o malaio Ong Beng Hee, vigésimo da actualidade.
Darwish, natural do Cairo, chegou a ser número um do ranking, em 2009 (durante apenas um mês...) e fez parte da selecção do seu país, que conquistou o título de campeão do mundo por equipas nesse mesmo ano.
CONTINGENTE EGÍPCIO. Logo a seguir vem o segundo favorito do Open de Squash de Macau deste ano, outro representante do Egipto, Mohamed El Shorbagy, oitavo do ranking. Vai defrontar um dos vencedores da fase de qualificação.
El Shorbagy, que ganhou em Macau em 2011, é o mais novo dos doze do quadro principal, com 20 anos, tendo sido campeão júnior em Inglaterra, por três vezes consecutivas.
Começou a disputar o circuito profissional com apenas 15 anos em 2006 e chegou ao “top ten” depois de vencer o Torneio da India.
O trio de egípcios, principais candidatos, fica completo com Omar Mosaad, que igualmente ficará a aguardar por um dos apurados da fase inicial, que integra jogadores sem estatuto de cabeça-de-série, e onde poderão também entrar mais alguns elementos de Macau, por se tratar do território organizador.
Já agora, como curiosidade, diga-se que os dois melhores do mundo da actualidade são ingleses, James Willstrop e Nick Matthew, seguidos do francês Gregory Gaultier e de três egípcios, Ramy Ashour, Karim Darwish e Amr Shabanna.
SHORBAGY DEFENDE TÍTULO. No ano passado a final foi discutida entre Mohame El Shorbagy e o francês Thierry Lincou, com triunfo do egípcio por 3-1, nos parciais de 11/13, 11/5, 11/5 e 11/7, numa partida que durou precisamente uma hora.
Nas edições anteriores, títulos alcançados, em 2008, por Gregory Gaultier (derrotou Darwish), em 2001 por Ong Beng Hee (sobre Mark Cairs) e em 2000 Omar Elborolossy (venceu Ong Bee Hee no desafio decisivo).
Estão assim reunidas condições para bons espectáculos de promoção da modalidade entre nós, num dos pavilhões instalados no Dome, tanto no sector masculino, como feminino.
A competição das senhoras não terá tantos nomes de prestígio como o quadro dos homens, “mas traz ao território algumas jogadoras de prestígio, que no entanto ainda não foram confirmadas oficialmente”, como referiu Keneth Lei, membro da Associação de Squash.
O Open de Macau está integrado no circuito internacional da Federação de Squash, apresentando um total de prémios monetários ligeiramente inferior a Selangor (Malásia, 60 mil dólares americanos), São Francisco (Estados Unidos), Manchester (Inglaterra) e Camberra (Austrália), todos com 70 mil dólares americanos.

“Court” de vidro para todos verem...

Pela quarta vez o Open de Squash de Macau vai possibilitar a um simples transeunte parar na rua para ver alguns jogos, a partir das meias-finais, sábado e domingo. Até lá os desafios serão realizados nas instalações do Dome. Um “court” todo em vidro, conhecido internacionalmente por “court glass”, será instalado em plena via pública, junto ao Templo A Má e ao Museu Marítimo, na sequência do que já havia acontecido em 1999, em plena Praça do Leal Senado, em 2000 nas Ruínas de São Paulo, e em 2009 nos Lagos Nam Van. A ideia repete-se agora, tendo por objectivo promover o torneio e a própria modalidade. A “caixa” toda envidraçada, foi alugada a Hong Kong e os seus vidros especiais possibilitam a visão clara dos espectadores, do lado de fora, ao mesmo tempo que, do lado de dentro, os jogadores evoluem sem serem distraídos com o que se passava no exterior.

 


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