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  N°4116 (Nova Série), Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2012
MACAU ACOLHE MUNDIAL DE JÚNIORES
Wushu é “uma ponte de contactos” com Oriente

Cerca de 400 atletas de 40 países e territórios estão em Macau para o Mundial júnior de Wushu. A delegação portuguesa promete lutar pelas medalhas numa modalidade que também é encarada como uma “ponte” nos contactos com o Oriente

A selecção portuguesa de Wushu está em Macau para participar no Mundial júnior da modalidade e procurar conquistar medalhas, disse hoje à agência Lusa o presidente da federação, Paulo Araújo.
“Os miúdos treinaram muito e esta participação, que é uma experiência internacional de muito valor, uma aprendizagem muito importante para o próprio evoluir da modalidade, é encarada com muita vontade e estamos aqui com o objectivo de lutar por medalhas”, afirmou o mesmo responsável.
Paulo Araújo recordou, contudo, que, como em qualquer outra modalidade, no Wushu conquista-se ou perde-se um lugar no pódio por uma décima e que as exibições são “uma luta dos atletas consigo próprios”.
“Este é um primeiro passo de entrada no circuito internacional numa altura em que a modalidade está a evoluir muito em Portugal e em que temos o apoio estatal para desenvolver projectos, mas há ainda muito caminho a percorrer para estarmos nas provas a lutar pelos lugares cimeiros”, considerou.
Para 2012, a Federação Portuguesa de Wushu recebeu, segundo Paulo Araújo, 19.000 euros (cerca de 190 mil patacas) para as suas actividades, mas o grande apoio, num valor equivalente a cerca de 11.500 euros, chegou da federação chinesa da modalidade na forma de um tapete de competição “totalmente novo”.
“É um apoio muito bom para a modalidade porque assim os nossos atletas que irão participar no campeonato nacional vão poder competir num tapete com características internacionais e habituar-se a este tipo de pisos”, disse.
Paulo Araújo acrescentou ainda que o Wushu é uma modalidade que permite potenciar Portugal nos contactos com o Oriente, especialmente com Macau e com a China.
“Esta modalidade também é uma ponte de contactos porque propicia afecto, conhecimento e relacionamento e não há negócios nem parcerias se não existirem essas componentes”, salientou Paulo Araújo, que se orgulha de ter “sugerido e insistido” na integração do Wushu nos Jogos da Lusofonia, que terão lugar em Goa em 2013, quando se celebram 500 anos de amizade entre Portugal e o Oriente.
No Campeonato do Mundo de Wushu para atletas juniores, que teve ontem início na RAEM, participam cerca de 400 atletas oriundos de 40 países e territórios.
Portugal está representado por três atletas: Tomás Araújo, que vai competir nas disciplinas de Tai Chi (punhos e espada), Jorge Ramos, que participará em Nanquan (punhos, sabre do sul e bastão do sul), e Rodolfo Torres, que disputa a competição de Chang quan (punhos, sabre do norte e bastão do norte).
Enquanto Tomás Araújo compete na categoria B, destinada aos atletas entre os 13 e os 15 anos, já Jorge Ramos e Rodolfo Torres vão disputar a categoria A, para atletas entre os 16 e os 18 anos.

Vice-presidente do COI em Macau

O vice-presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) Yu Zaiqing chega hoje a Macau para participar em cerimónias relativas ao Mundial júnior de Wushu, que se prolonga até dia 25, disse à agência Lusa o vice-presidente do Instituto do Desporto. “A visita de um dirigente do Comité Olímpico Internacional a Macau é sempre importante, principalmente quando estamos a organizar um evento internacional, mas esta deslocação contribui para vincar o apoio que temos recebido e entendo que contribui para afirmar a confiança na capacidade de organização que temos”, afirmou José Tavares. Yu Zaiqing é também o presidente da Federação Internacional de Wushu e ocupou no passado recente cargos dirigentes no desporto nacional da China. José Tavares explicou ainda que organizar um Mundial de Wushu, mesmo que de juniores, nove anos depois de Macau ter sido o palco da competição sénior, “é um voto de confiança na capacidade de organização da cidade, que deve ser aproveitada e potenciada”. “Temos organizado eventos de grande dimensão e provámos ter capacidade e condições para o fazer porque só assim, num curto espaço de tempo, conseguimos ter aqui dois Campeonatos do Mundo da mesma modalidade”, concluiu.

 


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