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  N°4116 (Nova Série), Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2012
PORTUGUESES QUEREM REPETIR VITÓRIA E FRANCESES ESTREIAM-SE EM MACAU
Pirotecnia Minhota promete grande espectáculo

A equipa de Portugal regressa a Macau para participar no espectáculo de fogo de artifício pela quinta vez na sua história com vontade de vencer e dar um grande espectáculo aos presentes. Já os franceses vão estrear-se no sábado nos céus do território, e esperam realizar um espectáculo que apele ao coração

pedro andré santos

Foi há mais de 20 anos, mas a centenária companhia de Ponte de Lima já venceu um concurso internacional de fogo de artifício em Macau. Este ano, a Pirotecnia Minhota não quer defraudar as expectativas, procurando vencer e convencer num cenário que conhece bem dado que será a quinta vez que irá participar.
“O objectivo não é só ganhar. Não adianta termos o primeiro prémio se o público não gostar do que nós fazemos. Portugal quer ganhar e dar principalmente um bom espectáculo”, referiu ao JTM Francisco Carneiro.
O responsável da Pirotecnia Minhota levantou um pouco do véu sobre o espectáculo que irá apresentar no sábado que contará com música mais orientada para a “pop”, a cargo de nomes como The Gift, Queen, Michael Jackson e Muse.
Quanto ao resto não haverá nenhuma estratégia especial, passando por dar um espectáculo que seja do agrado da população, estando inclusive preparados para a possibilidade de mau tempo. “Em termos de trabalho não ajuda, claro, mas não vai prejudicar o nosso trabalho”, salientou.
O primeiro lugar conquistado no concurso de 1991 foi também lembrado, embora tenham sido outros tempos e, actualmente, pouco há a variar nos espectáculos. “É difícil comparar porque o tipo de artigos que se usava na altura é muito diferente. Antigamente, eram basicamente foguetes e agora são disparos projectados, o que nos permite fazer coisas que antes não conseguíamos fazer. Em termos de cores e efeitos está quase tudo inventado, o que nós fazemos com isso é que pode ser diferente”, referiu Francisco Carneiro.
Do lado dos franceses, a Lacroix Ruggieri tem já tradição em pirotecnia desde o século XVII, mas em Macau será a primeira vez que irá actuar.
Conhecidos pelo seu lado romântico, os franceses irão tentar transparecer essa veia também no fogo de artifício e apelar ao lado sensível da população (e do júri). Para tal contarão com música francesa a cargo de Édith Piaf, Jean-Michel Jarre, entre outros, numa forma de “exprimir sentimentos com muita cor e música calma”. “Queremos mostrar algo diferente e que não tenha sido visto em Macau. O objectivo é também dar alguma sensibilidade com o nosso trabalho neste tipo de evento com um design que será totalmente francês, um trabalho artístico a tentar tirar partido do cenário que vamos tentar criar”, disse ao JTM a dupla composta por Edouard Gregoire e Yoann Brossault.
Não apontam ao pódio mas também não negam que vão lutar por um dos três primeiros lugares, sublinhando que o principal objectivo é “transmitir emoções”. A parte final do espectáculo será algo especial, tentando recriar uma bandeira francesa nos céus do território, adiantaram.
Tal como do lado português, Gregoire e Brossault esperam que o clima venha a cooperar, até para não afastar o público.
Em termos de competições mais recentes, ambos as equipas têm passado pelo Canadá, mais concretamente em Montreal, onde tanto uma como outra fizeram bons resultados. Resta saber como se irão comportar no sábado.

Pirotecnia sente a crise

A forte crise que se tem sentido em Portugal chegou ao fogo de artifício, que começa a perder espaço nalguns certames. Algumas Câmaras que recorriam ao fogo de artifício deixaram de o fazer, como é o caso de Portimão, “que tinha valores altíssimos e agora quase não faz porque deixou de ter um valor essencial”, referiu Francisco Carneiro. O responsável da Pirotecnia Minhota sugeriu o caso do fim- de-ano da Madeira, conhecido pelo seu espectáculo de pirotecnia, que poderá sentir a crise brevemente. “Vai havendo cada vez menos dinheiro. Se a Madeira deixar de fazer fogo de artifício, onde se baseia o seu cartaz, não vai ter o mesmo retorno em termos turísticos, o que para mim é um erro”, concluiu.

 


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