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  N°3978 (Nova Série), Sexta-Feira, 2 de Mar¬o de 2012
COREIAS
Ocidente espera para apreciar desnuclearização de Pyongyang

O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Koichiro Gemba, considerou ontem ser demasiado cedo para retomar o diálogo a seis partes para a desnuclearização da Coreia do Norte, apesar da moratória anunciada por Pyongyang em relação ao seu programa nuclear

Koichiro Gemba mostrou a mesma cautela que o governo norte-americano sobre o reinício das negociações, suspensas desde 2008 e na qual participam as duas Coreias, Rússia, China, Estados Unidos e Japão, mediante o acordo alcançado entre Washington e o regime estalinista durante as reuniões da semana passada em Pequim.
O chanceler nipónico também considerou ser demasiado cedo para levar a cabo encontros de carácter bilateral entre Tóquio e Pyongyang.
Não obstante, o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês recordou, em declarações à agência Kyodo, que o anúncio da moratória pela Coreia do Norte “é um passo importante” para a desnuclearização da Península Coreana.
Na quarta-feira, a Coreia do Norte e os Estados Unidos anunciaram que, durante os encontros na China, Pyongyang aceitou suspender temporariamente o seu programa de enriquecimento de urânio, os testes nucleares e os lançamentos de mísseis de longo alcance, enquanto Washington se comprometeu a enviar-lhes 240.000 toneladas de ajuda alimentar.
Os detalhes do envio da ajuda ao país asiático dependem, segundo os estados Unidos, dos progressos de colaboração mostrada por Pyongyang com os inspectores da Organização Internacional da Energia Atómica (OIEA), que poderão aceder novamente às instalações nucleares norte-coreanas segundo o acordo alcançado. Segundo o comunicado norte-coreano, os Estados Unidos prometeram entregar 240.000 toneladas de “ajuda alimentar” e avaliar uma ajuda suplementar.
Washington espera que a OIEA confirme que o regime norte-coreano desmantelou o reactor nuclear de Yongbyon, que os seus inspectores vigiaram até Abril de 2009, quando foram expulsos do país.
Nesse sentido, Washington clarificou que o acordo contempla o fim das actividades com plutónio que alegadamente decorrem em Yongbyon, com base nos encontros de Pequim, onde as delegações abordaram o compromisso de Pyongyang para confirmar o desmantelamento do reactor e as instalações relacionadas.
A China, por seu turno, acolheu com satisfação a decisão da Coreia do Norte em aceitar a moratória.
“Acolhemos com satisfação a melhoria das relações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos e o seu contributo para a manutenção da paz e estabilidade na península coreana”, referiu, em comunicado, o porta-voz do MNE chinês, Hong Lei.
A Coreia do Norte confirmou quarta-feira que aceitou suspender os testes nucleares, o lançamento de mísseis e o enriquecimento de combustível nuclear em troca de ajuda alimentar dos Estados Unidos.

 


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