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  N°3978 (Nova Série), Sexta-Feira, 2 de Mar¬o de 2012
PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA COM MAIS PROCURA
Recorde de alunos no IPOR

O Instituto Português do Oriente regista pela primeira vez o maior número de alunos de sempre nos seus cursos de português (ministrados pelo Centro de Língua Portuguesa). Relativamente ao ano passado, e depois de fechadas todas as contas, esta entidade obteve um lucro superior a 500 mil patacas

helder almeida

O início do ano veio reforçar uma tendência que se tem verificado desde 2000: o número de pessoas que têm aulas de língua portuguesa através dos Cursos do Instituto Português do Oriente (IPOR) voltou a crescer. Para o segundo semestre (do ano lectivo 2011/12) estão previstos 2.050 alunos, mais 110 do que no semestre passado. Pela primeira vez, passa-se a barreira dos 2.000 estudantes.
As contas relativas ao ano passado da instituição também já foram fechadas e houve lucro. Segundo disse o director do IPOR ao JTM, do ano passado para este transitou um saldo de cerca de 537 mil patacas. Este lucro vai permitir aos contribuintes associativos participar com menos 15% no orçamento de 2012.
Os números vêm demonstrar, diz Rui Rocha, que “o Centro de Língua Portuguesa é praticamente auto-sustentável”.
De acordo com os dados fornecidos ao JTM, para este segundo semestre (as aulas arrancaram na terceira semana de Fevereiro) estão previstos cerca de 1.000 alunos no Curso Geral (que vai do nível 1 ao 10). Este número ainda assim, é inferior ao total do primeiro semestre (que terminou no final do ano) o que levou a uma diminuição do número de turmas. “É uma diminuição normal que acontece nesta altura e que se explica porque os funcionários públicos que se inscrevem no módulo 1 no primeiro semestre não podem continuar no segundo semestre pois a procura é tanta que temos de continuar com o módulo 1 e só depois abrir o módulo 2”.
ENTIDADES PÚBLICAS PEDEM CADA VEZ MAIS COLABORAÇÃO. Para Rui Rocha, este aumento de alunos, e a passagem da barreira dos 2.000, “já era esperado”. Por um lado, “deve-se a uma campanha agressiva [de publicidade] na TDM e jornais em chinês” e, por outro lado, é fruto de uma “aproximação cada vez maior aos serviços de administração pública, advinda de uma confiança em nós”.
São várias as entidades que têm pedido a colaboração do IPOR para ministrar aulas de português aos seus trabalhadores. Para as forças de segurança estão previstos quatro cursos, de cerca de 209 alunos, e para o Centro de Formação Jurídica e Judiciária mais dois cursos, de 150 alunos. Já do Instituto de Formação Profissional devem ser 300 os estudantes a frequentar aulas de português e outros 100, apoiados pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (e que numa segunda fase vão frequentar um curso de verão na Faculdade de Letras de Lisboa).
Há ainda diversos cursos que vão ser dados a trabalhadores dos Serviços de Administração Pública (português funcional no escritório, na área social, na área de atendimento, para intérpretes e tradutores, atendimento a VIP’s e na área da correspondência oficial em português) cujo número de alunos está por definir.
E pela primeira vez, há estudantes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau que também vão ter aulas ministradas pelos professores do IPOR. Ao todo são três cursos e 120 alunos.
A previsão aponta para o maior número de estudantes de português de sempre, desde o ano lectivo 2000/01. No primeiro semestre deste ano lectivo estiveram inscritos 1940 alunos. O patamar dos 1.000 foi alcançado em 2004/05, sendo que em 2000/01 houve apenas uma média de 300 alunos.
Este crescimento é um dos factores que leva ao aumento da receita do IPOR. Com o lucro de 537 mil patacas obtido do ano passado para este, os contribuintes associativos (Instituto Camões, Fundação Oriente e mais seis sócios minoritários – STDM, BNU, BES, Hovione, CESL Asia e EDP) vão contribuir, no total, com menos 15% para o orçamento deste ano. Por outro lado, também houve cortes nas despesas e redução de encargos, segundo Rui Rocha.

Salas da EPM deixam de ser arrendadas

Devido à diminuição do número de turmas no Curso Geral, o IPOR vai deixar de arrendar duas salas para aulas na Escola Portuguesa (que eram destinadas a duas turmas no primeiro semestre), disse ao JTM Rui Rocha. Esta descida do número de alunos tem outro resultado: “não vamos precisar de contratar mais professores”, garantiu. Em Dezembro, o presidente do IPOR afirmou ao JTM que, se no segundo semestre houvesse uma grande subida do número de alunos, teria de ponderar a contratação de mais um docente. Mantêm-se deste modo os oito professores a tempo inteiro e outros oito a nove a tempo parcial. “É o número suficiente”, garante. Mas estes docentes contam agora com uma ajuda extra de cinco alunos do curso de tradução da Universidade de Macau, que vão cumprir um estágio de 150 horas. Sobre as relações institucionais com o Instituto Camões, o presidente do IPOR assegurou “estar tudo bem” e que o que se passou, em relação ao arrendamento das salas na EPM sem prévio conhecimento do IC, “foi apenas um mal-entendido”. Mas sublinhou: “tenho todas as competências estatutárias para ter feito o arrendamento das salas”.

 


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