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  N°3978 (Nova Série), Sexta-Feira, 2 de Mar¬o de 2012
TEMPORADA PARLAMENTAR COMEÇA AMANHÃ
Macau nas reuniões magnas de Pequim

As sessões anuais da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês e da Assembleia Nacional Popular vão marcar a agenda política dos próximos dias em Pequim. Como é habitual, a abertura da temporada parlamentar levará à capital chinesa vários dirigentes de Macau, incluindo o Chefe do Executivo

Pequim está pronta a iniciar as reuniões da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês e da Assembleia Nacional Popular, órgãos onde Macau se faz representar por 12 deputados e 34 delegados, respectivamente. O próprio Chefe do Executivo também está de malas feitas para Pequim, viajando no domingo a tempo de participar, no dia seguinte, na abertura da quinta sessão da 11ª Assembleia Nacional Popular (ANP).
Chui Sai On vai ainda aproveitar a estadia na capital para manter encontros com responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Administração Geral do Desporto, Administração Estatal Oceânica, além do secretário do Comité Provincial de Guangdong do Partido Comunista, Wang Yang, e com do governador da mesma província, Zhu Xiaodan. O chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, Alexis Tam, a secretária-geral do Conselho Executivo e assessora do Chefe do Executivo, O Lam, e o director do Gabinete de Comunicação Social, Victor Chan, entre outros responsáveis, acompanham Chui Sai On na deslocação a Pequim.
NOVA LIDERANÇA NO HORIZONTE. A China começa amanhã a última temporada parlamentar antes da mudança na direcção do Partido Comunista, numa conjuntura marcada pelo abrandamento da economia e a incerteza acerca da zona euro.
Durante doze dias, cerca de cinco mil delegados de todas as províncias, incluindo representantes das forças armadas e das 55 minorias étnicas do país, estarão reunidos no Grande Palácio do Povo, na Praça Tiananmen, para analisar o estado da nação e em particular o relatório da actividade do governo.
Os delegados fazem parte da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, uma espécie de senado, sem poderes legislativos, cuja reunião anual antecede a da ANP, “o supremo órgão do poder de Estado”, que iniciará os trabalhados na segunda-feira.
Nas últimas três décadas, a economia chinesa cresceu em média 9,9% ao ano, mas o seu modelo de crescimento é “insustentável” e para “evitar um retrocesso”, a China tem de fazer “grandes reformas” e “redimensionar” o seu poderoso sector estatal, recomendou o Banco Mundial num estudo divulgado no início da semana. “Os líderes chineses reconheceram que o modelo de crescimento do país, que teve tanto sucesso nos últimos trinta anos, necessitará de mudar e acolher novos desafios”, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
Publicamente, nos discursos oficiais e na imprensa, o apelo ao “aprofundamento das reformas” domina a agenda política, mas a sua dimensão e natureza só deverão ser definidas após o XVIII Congresso do PCC, convocado para o segundo semestre do ano.
Uma nova geração, encabeçada pelo actual Vice-Presidente, Xi Jinping, irá então assumir a liderança do Partido para a próxima década, substituindo o Presidente Hu Jintao, o Primeiro-Ministro, Wen Jiabao, e a maioria dos outros sete membros do Comité Permanente do Politburo, a cúpula do poder na China.
Segundo o Fundo Monetário Internacional, uma “acentuada recessão” na Europa - o maior mercado das exportações chinesas - poderá atingir “duramente” a China e abrandar o seu crescimento para cerca de 5%.
No último trimestre de 2011, o Produto Interno Bruto chinês cresceu 8,9% (0,3 pontos abaixo da média do ano) e em 2012, o Banco Mundial, o FMI e o próprio governo prevêem um crescimento inferior a 8,5%.
O crescimento da China ainda é, contudo, muito superior à média mundial (3,8%).

JTM/Lusa

 


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