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  N°3978 (Nova Série), Sexta-Feira, 2 de Mar¬o de 2012
REFUTADAS CRÍTICAS DE AU KAM SAN SOBRE “PRIVILEGIADOS” DA COMISSÃO ELEITORAL
ANP exige respeito pela História de Macau

O vice-secretário-geral do Comité Permanente da ANP negou ontem, em reacção a críticas de Au Kam San, a ideia de que a Comissão Eleitoral que escolhe o Chefe do Executivo da RAEM constitua um “grupo de privilegiados” e pediu respeito pela Lei Básica e a História de Macau

Não podemos rotular a comissão eleitoral [que escolhe o Chefe do Executivo de Macau] de grupo privilegiado”, disse Qiao Xiaoyang, defendendo que quem o afirma “não está a respeitar a Lei Básica nem a história de Macau”, pois a definição do colégio, de 300 membros, foi o resultado “de uma larga discussão” da Comissão de Redacção da Lei Básica.
A afirmação do vice-secretário-geral do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP) surgiu em reacção às críticas de Au Kam San, deputado eleito por sufrágio universal da Associação Novo Macau, que detém três assentos no Hemiciclo por essa via.
“Macau está a mostrar à sociedade internacional que estamos a ter transferência de interesses na vida política. Não temos assentos directos suficientes e o Chefe do Executivo deve ser escolhido por todos”, afirmou Au Kam San, um dos intervenientes da uma sessão dirigida a individualidades da sociedade local sobre a decisão adoptada na véspera pela ANP relativamente ao desenvolvimento do sistema político de Macau.
Au Kam San, única voz que destoou entre os que intervieram, pôs em causa o resultado da decisão da ANP por assentar “em consultas tão mal feitas”, numa referência nomeadamente ao facto de o Governo ter promovido vários colóquios sobre a “reforma” mas apenas um ter sido aberto à população em geral.
O deputado “puxou” ainda do conceito idealizado por Deng Xiaoping de “um país, dois sistemas”, frisando que a meta final não era só “ter de volta” Macau e Hong Kong, mas também Taiwan.
Contudo, como apontou, a ilha Formosa atingiu outro patamar ao nível da democracia, na medida em que tem capacidade para eleger os seus próprios líderes. “Como é possível a China ter de volta Taiwan e aplicar o princípio ‘um país, dois sistemas’?”, interrogou.
JTM/Lusa

Relatório enviado a Pequim incluiu “todas as opiniões”

O relatório enviado para Pequim pelo Chefe do Executivo relativamente à primeira fase de consultas públicas sobre o desenvolvimento do sistema político de Macau não esqueceu nenhuma das opiniões recolhidas, garantiu ontem o Governo. “Todas as opiniões recolhidas foram anexadas ao relatório e entregues ao Comité Permanente da ANP”, sublinha uma nota oficial, reiterando que as opiniões da população em geral foram “ouvidas de forma abrangente”.

 


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