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  N°3933 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 20 de Dezembro de 2011

Audi ultrapassa Mercedes e no fim ganha... Merkel

Chamavam “Homem da Audi” a Gerhard Schroeder, tanto pelos quatro anéis dos seus casamentos como porque esse era o carro que preferia como chanceler. Já a sua sucessora não só vai apenas no segundo marido (e fiel ao apelido do primeiro), como faz questão de rodar entre a BMW, a Mercedes e a Audi.
Para Angela Merkel, quando se trata de promover os bólides alemães, o interesse nacional está acima do gosto pessoal. E faz bem. BMW, Volkswagen (casa-mãe da Audi) e Daimler-Mercedes constam das dez grandes empresas alemãs. E dão um contributo decisivo às exportações da primeira economia da União Europeia, que atingiram um recorde em meados de 2011.
Aliás, como exportador, a Alemanha pede meças a Estados Unidos e China. E os seus carros de luxo são populares nos dois colossos, mesmo que Obama use um Cadillac como viatura oficial e Hu Jintao uma limusina Hongqi, 100 por cento tecnologia chinesa.
É por vender tão bem mundo fora, e cada vez mais na China, que a Audi vai este ano acabar a corrida entre as marcas de luxo alemãs à frente da Mercedes e sonha ameaçar a liderança da BMW. Não é uma ultrapassagem tão histórica como a de 2004, quando a BMW conseguiu vender mais que a Mercedes. Mas resulta de uma bela aceleração tecnológica da empresa de Ingolstadt. Até final de Novembro, a marca dos quatro anéis comercializou 1,19 milhões de carros, 50 mil de avanço sobre a Mercedes, a mítica firma de Estugarda fundada por Gotlieb Daimler e Karl Benz. Segura mantém-se a BMW. A gigante de Munique vendeu 1,5 milhões de carros nos 11 primeiros meses.
Há, porém, um terreno em que a Audi ainda fica um pouco atrás das suas rivais germânicas: o dos carros oficiais. Tirando países como a China ou os Estados Unidos, e já agora o Japão, onde o imperador anda de Toyota, poucos são os líderes que não são conduzidos em automóveis alemães, em regra numa versão blindada. O ex-presidente egípcio Mubarak até agradeceu um dia ao seu Mercedes o ter sobrevivido a um atentado. Existem também curiosos compromissos: na Índia, posto de lado o velho Ambassador da Hindustan Motors, a Presidente prefere a Mercedes, enquanto o primeiro-ministro viaja em BMW.
Já se imagina a Audi a acelerar também nesse mercado das viaturas de Estado, onde cativou já a Presidente da Argentina. E a contar com a solidariedade de Merkel para conquistar mercado. É que tudo o que ajude a indústria automóvel, “um pilar da economia alemã”, vale. Depois de ter crescido 3,6 por cento em 2010, e dos previstos 2,9 por cento este ano, a Alemanha dever-se-á ficar pelo 1 por cento em 2012. Uma brusca travagem. Mas só quem não conhece o país da Audi (+19 por cento de vendas este ano) é que não prevê depois da curva apertada da crise o pôr o pé a fundo. Com Merkel ao volante. JTM/DN


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