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  N°3684 (Nova Série), Segunda-Feira, 21 de Fevereiro de 2011
PLANO É APRESENTADO HOJE AOS MORADORES
DSSOPT quer reformular Ilha Verde

Criar mais habitação e comércio na Ilha Verde, revitalizando uma área actualmente ocupada por oficinas e um depósito de combustível. É este um dos vectores do plano urbanístico para a Ilha Verde, que prevê a construção de nove mil apartamentos de habitação social, que poderão acolher 27 mil moradores

paulo barbosa

É ainda preliminar e estará sujeito a alterações, mas o plano de ordenamento da Zona da Ilha Verde, com o qual a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) pretende alterar o perfil urbano da antiga ilha – ligada por um istmo à península de Macau desde 1963 – foi ontem apresentado à comunicação social. Hoje voltará a sê-lo, mas à população local, no Centro Comunitário da Ilha Verde da União Geral das Associações dos Moradores de Macau , pelas 20 horas. Em termos gerais, o plano implica a construção de mais habitação pública – ao todo estão previstos 9000 fogos de tipologia T2, que poderão acolher 27 mil moradores– , espaços verdes e a retirada do depósito de combustíveis existente na zona.
A DSSOPT admite que a execução do anterior plano urbano da zona, e, vigor desde 1996, teve uma implementação “fraca nos seus resultados”, o que terá conduzido “a um vagaroso desenvolvimento da Ilha Verde e dos terrenos nas suas imediações”, dificultando “a elevação do nível de desenvolvimento da zona noroeste”. Leong Mei Lim fez um retrato da zona a intervencionar (que não inclui o Bairro da Ilha Verde dos Serviços de Acção Social, que tanta polémica gerou recentemente, devido à demolição das barracas ali existentes), na qual “alguns dos terrenos não ocupados foram utilizados por oficinas e existem, por exemplo, sucatas, edifícios industriais não utilizados e depósitos de combustíveis, que têm um impacte no ambiente”. O diagnóstico feito pela arquitecta do departamento de urbanismo da DSSOPT revela que o estacionamento na zona “é caótico” e há falta de zonas para circulação de peões, assim como “lotes subdesenvolvidos, usados como garagem ou estacionamento de veículos abandonados”.
A intervenção proposta tem como objectivos centrais, segundo Leong Mei Lim, criar uma zona “sobretudo habitacional, com zonas verdes e edifícios de baixa altura, ao mesmo tempo que se preserva a colina verde e recupera o convento”, um edifício de traça portuguesa com cerca de 180 anos, actualmente ocupado parcialmente por oficinas e de difícil acesso. Não estão ainda definidas quais serão as funções do antigo convento, mas Lao Iong revelou que está decidido que “é importante recuperar” aquele edifício histórico, na sequência do diálogo com o Instituto Cultural”. O Chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico da DSSOPT adiantou que a sua futura funcionalidade será definida “dialogando com os serviços competentes e ouvindo a população”.
Não está também estabelecido um prazo claro para a retirada do depósito de combustíveis, mas Lao Iong informou que, depois da sua desactivação, os serviços vão estudar se Macau necessita de uma instalação do género, até porque “ninguém quer ter o depósito de combustível à porta”. Caso seja decidido que tal infra-estrutura é imprescindível, “espera-se que, dentro de dois anos, seja definida a localização do novo depósito”.
O plano compreende uma área de 238 mil metros quadrados, dividida em 52 lotes sendo que só será autorizada a construção de edifícios em metade desse espaço. Estão planeadas a construção de habitação pública, equipamentos sociais (como escolas, um centro de serviços comunitários, um quartel de bombeiros e esquadra policial) e zonas verdes. A DSSOPT frisa que, relativamente ao plano de 1996, há “um significativo aumento, na ordem dos 11 por cento, em relação aos espaços públicos e verdes”. A altura dos edifícios prevista é mais elevada a norte (cerca de 80 metros na zona das habitações públicas) e menos na parte sul, por forma a “preservar a paisagem da colina da Ilha Verde”, que está incluída na lista dos sítios classificados.
Dado que entre 40 a 50 por cento dos terrenos em causa são de propriedade privada, A DSSOPT espera que os proprietários possam adaptar os seus terrenos às funcionalidades previstas. No entanto, de acordo com Lao Iong, o plano vai ser apresentado aos proprietários e há abertura por parte da DSSOPT para efectuar reformulações. “Em termos de prazos para concretização, é muito difícil dizê-lo, mas iremos criar condições para que os proprietários privados se articulem com a administração”.

 


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