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  N°3666 (Nova Série), Quinta-Feira, 27 de Janeiro de 2011
editorial
Stanley Ho “resolveu”

José Rocha Dinis

1.Faleceu ontem o senhor Peter Pan, um dos primeiros dirigentes chineses locais que conheci quando para cá vim há quase três décadas. Foi deputado durante várias legislaturas, presidente da Associação Industrial (gabava-se de nunca ter tido uma fábrica), dirigente da Associação Comercial e pessoa muito ligada ao Desporto local.
Pertencia a uma geração “de ouro” de dirigentes chineses locais liderados pelo senhor Ho Yin, e que incluía ainda O’ Cheng Peng, Roque Chói e Ma Man Kei (o único ainda vivo, mas há muito retirado), que durante décadas “fizeram a ponte” entre a Administração portuguesa, a comunidade chinesa local e Pequim.
Destacavam-se pelo seu bom senso, pelo conhecimento das especificidades de Macau e pela amizade que nutriam à comunidade portuguesa local e radicada.
Entre eles, sem o poder de Ho Yin, surgia o senhor Peter Pan, chinês nascido no Peru, porque dominava bem a Língua Portuguesa. Teve papel de relevo em momentos delicados da vida local, antes, durante e depois da transição pelo que a sua morte é uma triste notícia.

2.A “guerra” no clã Stanley Ho deve ter terminado, da única forma possível: o patriarca veio à Televisão revelar a sua vontade sobre a divisão das acções nas várias empresas do grupo que fundou e deu dimensão internacional.
Para a RAEM foi bom que tenha tido essa capacidade, uma vez que o mercado bolsista em Hong Kong (onde a SJM está cotada) dava sinais evidentes de intranquilidade com o que se ia ouvindo de várias partes. Em qualquer altura, as específicas condições de Macau fazem com que a estabilidade sócio-económica seja decisiva para o progresso e desenvolvimento da RAEM, que, apesar do bom momento financeiro que atravessa tem muitos desafios para enfrentar no futuro.
Não sejamos ingénuos, contudo. Dadas as grandes verbas envolvidas o mais natural é que nem tudo tenha ficado resolvido ao gosto de todos os elementos das várias famílias.
Stanley Ho reconheceu-o, implicitamente, ao apelar a que eventuais questões sejam resolvidas internamente e não através dos “media”, o que é um apelo ao bom senso, que faz todo o sentido.

 


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