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  N°3572 (Nova Série), Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010
CHINA COMPLETA MAIS UM ANO DE CRESCIMENTO
Uma semana ainda mais “dourada”

Os chineses iniciam amanhã sete dias de descanso, um dos maiores períodos de férias do seu calendário, assinalando o 61.º aniversário da República Popular da China e mais um ano de alto crescimento económico

É uma das “semanas douradas” do país, juntamente com a passagem do ano lunar ou “ano novo chinês”, a maior festa tradicional das famílias chinesas, e, como sempre, grandes arranjos flores ornamentam as principais artérias de Pequim.
Só para a decoração da Praça Tiananmen, o centro físico e político da capital chinesa, foram utilizados cerca de 400 mil vasos de flores, disse a imprensa local.
No conjunto, o número de vasos de flores espalhados pela cidade, de 45 espécies diferentes, ronda os dois milhões, indicou o jornal China Daily.
A quadra é especialmente boa para o turismo, outro sector em rápido crescimento e que ilustra a melhoria do nível de vida da população.
Cerca de oito milhões de turistas são esperados em Xangai, palco da Expo2010, a maior exposição universal de sempre, que decorre até ao final de Outubro com mais de 240 países e organizações internacionais.
O recorde diário de afluência (cerca de 631 000 visitantes, há uma semana) vai ser seguramente batido, garantiu um responsável de um pavilhão estrangeiro.
As férias fora da China, outro “sonho” até há pouco tempo impossível, também estão na moda.
Pelas contas de um operador turístico internacional, o número de chineses que tenciona sair do país nesta altura aumentou 50 por cento em relação a igual período de 2009.
Os consulados norte-americanos na China, por exemplo, registaram mais de 40 000 pedidos de vistos durante este mês e as ilhas Maldivas, no Índico, esperam receber cerca de 5500 turistas chineses.
Casar é outra festa popular nesta “semana dourada”.
Em Tianjin, grande porto do norte da China, com 12 milhões de habitantes, estão previstos cerca de cinco mil casamentos por dia durante os feriados, disse o gerente de uma empresa do ramo ao jornal Global Times.
Último grande país governado por um partido comunista, a República Popular da China foi proclamada no dia 01 de Outubro de 1949.
Nas primeiras três décadas, o país foi um “bastião da revolução proletária mundial”, mas depois converteu-se gradualmente à economia de mercado, atraindo grandes multinacionais e fomentando a iniciativa privada.
Desde a adopção da política de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior”, em Dezembro de 1978, o Produto Interno Bruto chinês cresceu em média quase 10 por centro ao ano e já este ano tornou-se o segundo maior do mundo, a seguir ao dos EUA.
Em 2010, a economia chinesa crescerá 9,6 por cento, estimou o Banco Asiático de Desenvolvimento.
Sinal dos tempos, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, passará a maior parte das “férias” na União Europeia, o maior parceiro comercial da China.
Nos primeiros oito meses deste ano, o comércio entre a China e a UE excedeu os 300 mil milhões de dólares, um aumento de 36,2 por cento em relação a igual período de 2009.

JTM/Lusa

Yuan mais “flexível”

O Banco central chinês prometeu ontem “aumentar a flexibilidade” do yuan, numa altura em que a Câmara dos Representantes dos EUA se prepara para votar legislação susceptível de punir a China por alegada “manipulação cambial”. O anúncio do Banco foi feito no dia em que o yuan atingiu o mais alto valor de sempre face ao dólar norte-americano, cotando-se em 6,6936 por um dólar, uma valorização de 1,96 por cento em cerca de três meses. O recorde ilustra a “flexibilidade” da política cambial anunciada em Junho pelo governo chinês, depois de persistentes críticas ocidentais à “artificial sub-avaliação” do yuan.

 


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