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  N°3572 (Nova Série), Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010
OBRA DE VASCONCELOS DE SALDANHA ABORDA LIMITES DE MACAU
Livro “revela” disputas territoriais

As negociações luso-chinesas sobre os limites territoriais de Macau serviram de tema ao novo livro de António Vasconcelos de Saldanha

O Instituto Internacional de Macau (IIM) e o Instituto do Oriente (ISCSP-Universidade Técnica de Lisboa) vão apresentar em Macau a obra “Negociações e Acordos Luso-Chineses sobre os Limites de Macau no Século XIX; Contribuição para a compreensão dos actuais limites da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China”, da autoria de António Vasconcelos de Saldanha, professor catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, conhecido especialista das relações luso-chinesas e ex-presidente do Instituto Português do Oriente.
A apresentação do livro terá lugar a 4 de Outubro, pelas 18 horas, na sede do IIM, e será feita pelo académico chinês Jin Guoping, especialista na História de Macau.
Recorrendo a fontes, muitas delas inéditas, do Arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do antigo Ministério das Colónias, em Lisboa, e dos arquivos imperiais chineses, este livro “vem deitar uma luz reveladora sobre um período recente da história de Macau: a fixação definitiva dos limites territoriais de Macau na 2ª metade do século XIX, tal como eles foram durante o último período da administração portuguesa e são hoje na actual RAEM”, explica uma nota do IIM.
Segundo o IIM, a obra – através do tratamento minucioso e sucessivo de 50 anos de disputas e negociações sobre os limites das Portas do Cerco, aldeia de Mongha, ilhas da Taipa, Coloane e Montanha, e sobretudo as águas territoriais de Macau – “contribui decisivamente para colocar nos seus devidos termos a origem da parte territorial dos ‘poderes de administração’ que Portugal devolveu à China em 1999”.
A mesma nota frisa ainda que este livro traz dois notáveis contributos, incluindo o facto de “colocar em causa a ideia estabelecida da imposição total da vontade portuguesa sobre uma administração chinesa incompetente e inerte, quando o que se nos depara é uma luta e uma negociação complexa, constante, tenaz e frequentemente paritária entre as autoridades portuguesas e chinesas”.
Por outro lado – acrescenta o IIM – “reforça e confirma a ideia que o equilíbrio entre os dois países no que toca à existência de Macau na segunda metade do século XIX só se ficou a dever, não a um entendimento entre os dois governos centrais, mas à flexibilidade, capacidade negocial e pragmatismo dos governos regionais de Macau e de Cantão”.

 


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