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  N°3572 (Nova Série), Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010
VICE-REITORES ANALISAM FUTURO DA INSTITUIÇÃO
UM aposta no “design” e indústrias criativas

A UM quer ter um papel a dizer na diversificação da economia do território. Com o novo campus da Ilha da Montanha no horizonte, preparam-se reformas estruturais que poderão levar à criação de uma nova faculdade, onde a área do design será central

PAMELA IEONG
PAULO BARBOSA

A Universidade de Macau (UM) “está a ponderar” abrir uma faculdade dedicada ao design no futuro campus da Ilha da Montanha, confirmou ontem Rui Martins ao JTM. O vice-reitor para a investigação científica referiu que ainda não estão definidos exactamente quais serão os cursos que arrancarão em Setembro de 2013, data prevista para a abertura do campus. Mas a UM está apostada em dar mais relevância às matérias académicas relacionadas com as chamadas “indústrias criativas”. Em cogitação poderá estar a criação de cursos artísticos. Nesse cenário, a Faculdade de Belas Artes, uma velha reivindicação da comunidade artística do território, surge como uma possibilidade forte.
As declarações de Rui Martins surgem um dia depois de Simon Shun-Man Ho ter referido ao jornal Ou Mun que a UM pretende abrir uma nova faculdade para formar mais profissionais das indústrias criativas. O vice-reitor para os assuntos académicos da UM revelou ao diário de língua chinesa que, tendo em conta que o Governo estabeleceu como objectivo promover as indústrias criativas, o novo campus na Ilha de Montanha poderá contar com mais cursos. Na nova faculdade, ainda sem nome, poderão ser leccionados cursos de “design, indústrias criativas, cultura e arqueologia, para satisfazer as necessidades do mercado”, exemplificou Simon Shun-Man Ho.
No artigo ontem publicado no Ou Mun, este vice-reitor confirmou que poderá estar em causa a criação de uma faculdade dedicada às artes e descreveu os avanços “rápidos” da instituição ao longo dos últimos anos. Para além do novo campus na Ilha da Montanha, que permitirá um aumento de doze vezes no espaço lectivo, a universidade está “a reformar e a melhorar a estrutura dos programas nos cursos da licenciatura”. O responsável deu como exemplos a introdução de um curso de conhecimento geral e a fundação de um centro de melhoramento do ensino e da aprendizagem e outro de recrutamento e formação.
Segundo Simon Shun-Man Ho, para além da importância dada à formação dos alunos, a UM preocupa-se também com a manutenção dos contactos com os antigos alunos. Nesse sentido, foi reorganizado o Gabinete dos Assuntos dos Antigos Alunos, que passou a chamar-se “Gabinete do Desenvolvimento e dos Antigos Alunos”.
Questionado sobre as implicações do campus da Ilha da Montanha no número de alunos, o vice-reitor afirmou que “é demasiado cedo para falar nisso”. A UM recebe este ano mais cem estudantes no grau de licenciatura do que no ano anterior, permanecendo igual a proporção dos estudantes da China Continental.
No ano lectivo de 2011/2012, a UM irá começar com cursos da licenciatura reformados, nos quais haverá uma redução dos créditos, uma introdução do curso de conhecimento geral e uma escolha livre para as disciplinas de opção, entre outras alterações. Já este ano lectivo, a UM pretende que todas as faculdades introduzam o curso de conhecimento geral. O dirigente académico realçou a estreia de mais dois cursos de mestrado, em Contabilidade e em Psicologia Clínica. Na área das licenciaturas, foram repartidos os conteúdos do curso da Administração Pública e Política, que serão ensinados em ao longo de dois anos. Para o futuro, a UM tem já preparado o lançamento de duas licenciaturas, em Biomedicina e em Matemática Aplicada.

 


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