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  N°3572 (Nova Série), Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010
um outro olhar
Grupos de Vigilantes

Jorge Silva *

1. Várias associações de trabalhadores, ou assim classificadas como tal, estiveram reunidas na terça-feira com o secretário para a Economia e Finanças e o director dos Serviços para os Assuntos Laborais.
No final, produziram extraordinárias declarações sobre a mão-de-obra importada. Sugeriram ao governo que os membros dessas associações poderiam criar grupos de vigilância ou comités de caça ao homem para descobrir, nas empresas, os trabalhadores ilegais!
Isto é, consideram que as autoridades não têm dado conta do recado no desempenho daquelas tarefas pelo que oferecem os seus serviços de forma prestimosa.
O descaramento dessas associações há muito que ultrapassou tudo mas partir para acções de vigilância e justiça privada torna perigosa qualquer ideia que esses grupos possam brotar.
Esteve bem o director dos Serviços para os Assuntos Laborais, Shuen Ka Hung, que chamou a atenção para o facto do exercício da autoridade depender... das autoridades ou, neste caso concreto, da PSP em primeira instância e, depois, da própria DSAL.
O director da DSAL não se tem distinguido, é certo, pelas melhores atitudes ou declarações, mas neste caso concreto deu a resposta devida a um grupo de arruaceiros, especializado na confusão e nas posições xenófobas.
Se o governo mantiver esta firmeza sem cedências a associações de duvidosa constituição e objectivos, está no bom caminho. Caso contrário...

2. O debate sobre o tráfico de crianças ou mulheres em Macau é quase uma discussão inacabada.
O Território tem fronteiras porosas, ou pelo menos já as teve, e como é um centro de jogo e diversões menos espaço de manobra possui no combate ao tráfico de mulheres ou, dito de outra forma mulheres muito jovens ou cada vez mais jovens.
Acordos pontuais com a Mongólia, entre outros países, tiveram o seu reflexo na paisagem nocturna da cidade mas a RAEM é, também, aqui uma plataforma de difícil controlo.
Enfim, uma triagem terá de ser feita de forma exaustiva, o que passa pela vontade política de resolver o problema. Os avanços conseguidos constituem um desafio para o futuro.

3. Desde 1966, que o órgão mais importante da Coreia do Norte não se reunia o que diz bem do regime e da família-dinastia que o sequestrou. No meio da loucura total em que se transformou, a Coreia do Norte vai caminhando não para o abismo, porque já lá está, mas para as profundezas do inferno e da insanidade.
A escolha do sucessor de Kim Jong-il há muito estava anunciada e foi agora confirmada o que quer dizer que o país continuará sem rumo à mercê de uma família de loucos que não possui qualquer estratégia a não ser a manutenção do poder.
O seu maior aliado, a República Popular da China, devia deixar de ser tão branda no auxílio à Coreia do Norte e agir em conformidade.
Mas isso seria confundir os sonhos com a realidade...

* Jornalista

 


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