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  N°3398 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 2 de Mar¬o de 2010
ETA perde líder militar que tentou matar o Rei

Ibon Gogeascoechea Arronategui preso em França era o líder do aparelho militar da ETA que tentou matar o Rei Juan Carlos em Outubro de 1997

PATRÍCIA VIEGAS

Arronategui celebrava uma cerimónia de despedida com outros dois etarras quando foi detido numa zona rural da região francesa da Baixa Normandia, segundo indicou o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, citado pelos media espanhóis. Isso significa que os outros dois homens detidos com ele, Beinat Aguinalde Ugartemendia e Gregorio Jimenez Morales, estavam a receber ordens sobre atentados terroristas que em seguida iriam cometer em território espanhol.
Arronategui era o actual líder do aparelho militar da ETA e a sua detenção constitui um dos mais duros golpes na cúpula da organização terrorista basca desde que, a 21 de Maio de 2008, foi preso Francisco López Peña, “Thierry”, também em França. Trata-se do quinto líder do aparelho militar a cair em menos de dois anos.
Os três homens foram apanhados num albergue rural da pequena aldeia de Cahan, depois de a polícia francesa ter seguido a pista de uma viatura que apareceu queimada perto desse local, indicou fonte judiciária à AFP.
Na sua posse tinham duas pistolas, documentos falsos, uma pequena quantidade de explosivos, material informático diverso, dinheiro e algemas. Este é um elemento muito pouco habitual nas apreensões feitas aos etarras, sublinhou o ministro.
Arronategui, de 44 anos, encontrava-se a monte desde o dia 13 de Outubro de 1997, quando ele, o irmão e o primo mataram um agente da polícia basca que os apanhou a colocar explosivos em três canteiros do jardim do Museu Guggenheim em Bilbao. O alvo do grupo era o monarca espanhol, que iria estar ali dentro de cinco dias, para a ir à cerimónia de inauguração. O primo, Kepa, foi preso, mas ele e o irmão, Eneko, escaparam.
Oriundo da zona rural basca de Busturia, perto de Gernica, Ibon é descrito na terra natal como gente do campo, calada, tranquila, segundo o El Mundo. A família tem uma longa tradição de militância na esquerda independentista: a mãe e o pai, Lourdes e Gotzon, deram cobertura aos terroristas durante a passada década de 70. O mesmo se aplica ao tio.
Os dois outros etarras agora detidos em França também têm acusações muito graves contra si. Beinat, de 26 anos, é suspeito de ter morto o ex-socialista Isaias Carrasco, em Março de 2008, a poucos dias das legislativas. E o empresário Ignacio Uria Mendizabal. Gregorio, de 55 anos, terá feito parte do comando que, em 2001, tentou assassinar com um míssil o então primeiro-ministro de Espanha, José María Aznar.

JTM/DN

 


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