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  N°3389 (Nova Série), Sexta-Feira, 19 de Fevereiro de 2010

LAS VEGAS SANDS REVELA CONTAS E ACTUALIZA projectos

LAS VEGAS SANDS APONTA ABERTURA PARA ABRIL APÓS VÁRIOS ADIAMENTOS
Singapura continua à espera do “Marina Bay Sands”

O projecto da Las Vegas Sands em Singapura tarda em ver a “luz do dia” por culpa de sucessivos atrasos na construção, que relegaram o grupo norte-americano para segundo plano com a recente abertura do casino operado pela rival Genting. A empresa de Sheldon Adelson aponta agora a abertura do “Marina Bay Sands” para Abril, mas não se compromete com datas específicas

SÉRGIO TERRA

Em Singapura

De Dezembro de 2009 passou depois para Janeiro ou Fevereiro deste ano e, posteriormente, para Abril. Os planos para a inauguração do complexo “Marina Bay Sands” já levaram a Las Vegas Sands a virar muitas páginas do calendário, motivaram vários ziguezagues estratégicos e fizeram mesmo com que a empresa norte-americana tenha acabado por perder a dianteira do Jogo em Singapura.
Mas, esta história de sucessivos adiamentos promete não ficar por aqui, uma vez que a Las Vegas Sands continua a hesitar na definição de uma data concreta para o lançamento do seu ambicioso projecto na Cidade-Estado. Embora Sheldon Adelson tenha voltado agora a apontar o mês de Abril como meta temporal para a abertura da primeira fase do resort-casino, não conseguiu eliminar o grau de incerteza que tem estado subjacente à concretização do empreendimento. “Estamos a entrar na fase final das actividades de pré-abertura e esperamos anunciar na próxima semana a data específica para a inauguração em Abril”, disse numa conferência telefónica com analistas.
No entanto, Adelson adensou depois o mistério ao afirmar que o grupo pretende, por um lado, “apresentar ao mundo” o seu novo “resort” no prazo de cerca de 10 semanas e, por outro, planeia oferecer aos singapurianos uma “grande celebração da abertura” do “Marina Bay Sands” no mês de Junho. As palavras do presidente e CEO da Las Vegas Sands deixam margem para antever que o complexo poderá vir a cumprir um calendário mais faseado do que o inicialmente programado, a exemplo do que também sucedeu, ainda que em menor escala, no “Resorts World Sentosa”, operado pela Genting.
De resto, quem hoje puder contemplar o imponente edifício do “Marina Bay Sands” a partir da plataforma que acolhe a célebre estátua do “Merlion”, verdadeiro símbolo da Cidade-Estado, terá sobejos motivos, pelo menos à vista desarmada, para encarar com cepticismo a possibilidade da maior parte do complexo ficar operacional já em Abril. Mantendo-se envolto por gigantescas gruas, o “resort” aparenta estar de facto em avançado estado de construção, mas as obras por concluir, sobretudo na parte da cobertura superior e nas infra-estruturas contíguas, parecem exigir ainda muito trabalho.
Ao longo dos últimos meses, a Las Vegas Sands tem atribuído os atrasos na obra, fundamentalmente, a questões relacionadas com o fornecimento e o custo dos materiais de construção. “Não podemos controlar o fluxo de areia para fazer betão, nem a disponibilidade de aço ou de mão-de-obra”, justificou Sheldon Adelson durante uma visita que efectuou a Singapura em Julho do ano passado.
No entanto, os primeiros sinais de que os prazos iniciais poderiam vir a não ser respeitados surgiram quase dois antes. Em Setembro de 2007, William Weidner, que na altura ainda exercia funções de presidente e director de operações da empresa, admitiu que os custos da construção do “Marina Bay Sands” poderiam aumentar entre 20 a 40 por cento, face a um orçamento inicialmente estimado em 3,6 mil milhões de dólares americanos.
O aumento dos preços dos materiais de construção e as alterações no “design” do complexo foram os factores apontados como responsáveis pela revisão em alta dos custos da obra, com o grupo norte-americano a queixar-se de ter sido especialmente afectado pela proibição imposta pela Indonésia sobre as exportações de areia para Singapura, em Janeiro de 2007.
Este conjunto de contratempos fez “engordar” o orçamento para os actuais 5,5 mil milhões de dólares americanos, mas a verdade é que o projecto de Singapura não chegou a ser incluído na política de contenção de custos implementada pela Las Vegas Sands como forma de atenuar o impacto da crise internacional na liquidez financeira do grupo. A necessidade de corresponder minimamente aos compromissos assumidos com o Governo de Singapura terá pesado, certamente, na estratégia da operadora de não suspender a construção das duas torres que vão disponibilizar mais de 2.500 quartos.
Além da componente hoteleira, classificada com cinco estrelas, o “Marina Bay Sands” engloba um casino, uma área de aproximadamente 1,25 milhões de pés quadrados para a realização de convenções e exposições, um museu de arte e ciência, dois anfiteatros e cerca de três centenas de lojas.
A Las Vegas Sands estima que o casino poderá representar cerca de 75 por cento das receitas do “Marina Bay Sands” durante o primeiro ano de operações. Esta estimativa enquadra-se nas projecções de alguns analistas, que esperam que o casino possa gerar, nos primeiros 12 meses de funcionamento, entre mil milhões e dois mil milhões de dólares americanos em receitas brutas.
Vários restaurantes e infra-estruturas de lazer e entretenimento completam um “puzzle” que tem vista privilegiada para a zona de “Marina Bay”, mas onde ainda continuam muitas peças por encaixar.

Perdeu no casino de Sentosa e foi roubar no Aeroporto

Um cidadão indonésio, desempregado, que viajou da Malásia, na terça-feira, para experimentar o recém-inaugurado casino “Resorts World Sentosa”, decidiu roubar passageiros no Aeroporto de Changi depois de ter perdido todo o dinheiro no Jogo. Paulus Djohar, de 49 anos, confessou ter roubado um telemóvel a uma passageira num dos terminais do aeroporto de Singapura e já foi condenado a quatro semanas de prisão por um tribunal da Cidade-Estado, segundo noticiou ontem o jornal “The Straits Times”. No meio do infortúnio, Djohar acabou por ter alguma sorte, uma vez que incorria numa pena máxima de três anos de prisão. O caso despertou atenções em Singapura, atendendo aos receios manifestados por vários sectores da sociedade relativamente ao impacto negativo do Jogo.


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