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  N°3389 (Nova Série), Sexta-Feira, 19 de Fevereiro de 2010
editorial
Macau não pode dormir à sombra dos louros

José Rocha dinis

1. Lee Kwan Yee conformou-se e o modelo de uma Singapura, “inodora, insípida e incolor” rendeu-se à necessidade de acompanhar os “vícios” dos seres humanos, incluindo o da indústria do Jogo. Neste início do Ano do Tigre, a Genting abriu em Sentosa e a Sands anunciou para Abril a abertura de um outro na cidade, embora as obras pareçam algo atrasadas.
A abertura da Genting, testemunhada pelo director executivo editorial do JTM, Sérgio Terra, teve aspectos caricatos que não abonam a qualidade de serviços habitual na Cidade-Estado, em especial quando se compara com a dos casinos de Macau. Daí que juízos apressados possam querer confirmar, de imediato, que o sector do jogo em RAEM não deve preocupar-se com a competição de Singapura.
Acho que não é a atitude mais correcta.
Os “mercados” são diferentes, é um facto e no seu enorme “nicho” a RAEM está bem segura, quer pelos muitos anos de experiência quer pelo “enquadramento” do quotidiano local.
Não vale a pena, contudo, ignorar as enormes potencialidades de Singapura como destino turístico, até pelo facto de, no Hemisfério Sul, ser um dos maiores “hub” de transporte aéreo, o que Macau não conseguiu, sequer a nível regional. Singapura tem gente de qualidade, ninguém discute a importação de mão de obra estrangeira, e, em breve, até os casinos oferecerão bons serviços.
Há, pois, boas razões para a RAEM se manter alerta. Aprender com Singapura em tudo o que não é Jogo. Obrigar as concessionárias a ajudarem a diversificar os atractivos; reforçar as várias vertentes culturais; apoiar a formação dos recursos humanos; melhorar a qualidade dos serviços e continuar a promover “a diferença” desta Região.
Ou numa frase: Macau não pode dormir à sombra dos louros conquistados...
2. Devo ser cada vez menos português porque não sinto uma pontinha de inveja com a nomeação de João Vale de Almeida para embaixador da União Europeia nos EUA.
O João, que trabalhou comigo no DN nos anos 80, tem duas décadas de brilhantíssima carreira em Bruxelas que justificam a nomeação e dão garantias de que vai fazer um excelente lugar.
Aliás, foi sempre assim: sério, competente, eficaz.
Fiquei todo contente! O bem dos meus amigos é o meu bem...


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