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  N°3306 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 3 de Novembro de 2009
Desmantelado poderoso clã da Camorra

O clã Russo da máfia calabresa era visto como uma espécie de empresa-chapéu que dominava vários sectores de actividade. Agora, esta família da Camorra sofreu um golpe que se pode revelar fatal, quando os três irmãos que a dirigiam foram detidos pelas autoridades italianas em menos de 24 horas

HELENA TECEDEIRO

Aos 62 anos, Pasquale Russo era um dos dez criminosos perigosos mais procurados de Itália. Em fuga desde 1993, já havia sido condenado à revelia várias vezes a penas de prisão perpétua por homicídio, associação criminosa e dissimulação de cadáver. O chefe do clã Russo foi detido na madrugada de domingo em Sperone, perto de Nápoles. Com ele, estava o seu irmão mais novo, Carmine, de 47 anos. Os carabinieri, que conduziram esta operação, explicaram aos jornalistas que a investigação provara “sem margem para dúvidas” as relações entre Russo e chefes da Cosa Nostra, a mafia siciliana, que representava na Calábria.
Esta dupla detenção surgiu horas depois de Salvatore Russo, o terceiro dos irmãos, ter sido também ele detido numa quinta nos arredores de Nápoles.
Os irmãos Russo foram responsáveis pela restruturação da Camorra nos anos 1990, depois de o anterior chefe da mafia calabresa, Carmine Alfieri, se ter arrependido e deixado o “negócio”. Desde então, o clã passou a exercer “um domínio absoluto sobre o território”, admitiu a polícia.
Os carabinieri confessaram que a busca dos fugitivos foi particularmente difícil, uma vez que estes beneficiam dos laços de solidariedade que foram criando ao longo dos anos. Para as autoridades, o clã Russo era “um dos mais perigosos da província de Nápoles”.
Domingo de manhã, a polícia deteve dois outros homens ligados à máfia, um deles é genro de Salvatore Russo. Durante a operação, um padeiro cujo nome não estava referenciado na polícia foi também detido, por ter dado abrigo aos irmãos Russo. Em sua casa foram encontrados uma pistola Beretta, dois carregadores, óculos de visão nocturna e um detector de microfones. A operação foi elogiada pelo ministro do Interior, Roberto Maroni, que saudou a “eficácia da acção contra o crime organizado”.

JTM/DN

 


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