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  N°3306 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 3 de Novembro de 2009
NAS VÉSPERAS DE UM ENCONTRO COM DONALD TSANG E DA CONSULTA PÚBLICA
Pró-democratas de Hong Kong sem acordo sobre reforma eleitoral

As forças pró-democratas de Hong Kong não chegaram ainda a um acordo sobre a reforma do sistema eleitoral, numa altura em que se aproxima a consulta pública e o encontro com Donald Tsang

Nas vésperas do arranque da auscultação pública sobre a democratização em Hong Kong – anunciada pelo Chefe do Executivo da RAEHK, Donald Tsang, durante as Linhas de Acção Governativa – as forças pró-democratas de Hong Kong não possuem ainda uma proposta concertada quanto às reformas que pretendem implementar no sistema eleitoral.
De acordo com o “South China Morning Post” (SCMP), Cyd Ho Sau Lan, do campo pró-democracia, afirmou que é muito provável que todos cheguem a um acordo sobre 2012 ainda esta semana. Para já, diz a deputada, a ideia de que se deve lutar pelo sufrágio directo em 2012 quer nas eleições para o Chefe do Executivo, quer nas eleições para o Conselho Legislativo (LegCo) é unânime.
Contudo, permanecem ainda algumas reservas quanto à proposta do Governo de se criarem lugares extra no LegCo, que seriam escolhidos pelos conselheiros distritais e em relação à procura de um diálogo directo com Pequim, algo que alguns grupos pró-democracia pretendem levar a cabo, caso Donald Tsang não responda de forma positiva aos seus pontos de vista. “Se o Chefe do Executivo continuar a repetir a decisão de Pequim de 2007, isso demonstrará que ele não tem poder para alterar nada. E, nesse caso, vamos arranjar uma forma de entrar em contacto directo com o Governo Central”, apontou.
Dois anos depois dos pró-democratas terem bloqueado as propostas governamentais (em 2005) referentes à reforma do sistema eleitoral, a Assembleia Nacional Popular indicou que os residentes de Hong Kong poderiam eleger o Chefe do Executivo através de sufrágio directo em 2017 e os elementos do LegCo, pelo mesmo modo, três anos depois. A este respeito, Pequim disse que o caminho para alcançar esses objectivos deveria começar a fazer-se já em 2012.
Com ou sem acordo, as forças pró-democracia vão reunir-se na sexta-feira com Donald Tsang. Se as propostas do Executivo para a reforma do sistema eleitoral de Hong Kong forem semelhantes àquelas apresentadas em 2005, os partidos da ala democrática garantem votar contra.
“A reforma eleitoral em 2012 aparece como um ponto intermédio na estrada para o destino final. Esperamos que haja progressos nas propostas que aí vêm, pois entendemos que o pacote de reformas de 2005 não pode ser reutilizado”, sustentou, por seu turno, Miriam Lau Kin-yee, deputada do Partido Liberal de Hong Kong.

 


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