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  N°3306 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 3 de Novembro de 2009
CONSTRUÇÃO PERTO DE MANGAIS PODE DESTRUIR HABITAT DAS AVES
Colhereiros em risco devido a trabalhos no Delta

Os colhereiro-de-cara-preta voam até Macau todos os Invernos, ficando durante toda esta estação nos mangais, que estão agora em risco com a aproximação do início das obras no Delta do Rio das Pérolas

O único local em Macau para os colhereiro-de-cara-preta – espécie protegida pela União Mundial de Conservação – pode estar em risco devido ao início das construções para as ligações de transporte para a Ilha da Montanha, que arrancam em breve, escreveu o matutino em língua inglesa
“South China Morning Post” (SCMP). Há uma década, os mangais tinham sido replantados no actual sítio, que fica debaixo da Ponte Lótus que liga Macau à Ilha da Montanha, para se procederem aos trabalhos de aumento de terreno, necessários para a construção de casinos no Cotai. De acordo com a publicação, apesar das autoridades locais terem considerado os oito hectares de terra como “zona de protecção ecológica”, permitem agora a construção no local de um túnel portuário e de uma linha férrea.
Joseph Lam, director da Associação para o Estudo da Ecologia de Macau, já alertou para o facto destes trabalhos poderem destruir os mangais – preciosos ecologicamente – e de virem, consequentemente, a arruinar o habitat natural dos colhereiros-de-cara-preta. “O barulho, a luz da solda, e os lixos da construção podem danificar o ecossistema dos mangais”, justificou. “Se os colhereiros-de-cara-preta deixarem de voar até ao território, será uma perda irreversível”, acrescentou.
De acordo com o SCMP, existem apenas duas mil aves desta espécie em todo o mundo, sendo que 50 delas permanecem nos mangais da RAEM durante todo o Inverno. Os responsáveis pelo planeamento dos projectos para a Ilha da Montanha do Governo central e de Guangdong encontraram-se em Macau para explicar a importância do desenvolvimento da ilha, e apesar de terem indicado que se preocupam com a protecção ambiental, não deram detalhes relativamente à forma como será conduzido todo o processo nos mangais.
Nesta matéria, Joseph Lam sugere como solução, a construção de ecrãs ecológicos que serviriam para separar os mangais das obras. “Não será difícil construir eco-ecrãs usando plantas vivas e materias feitos com vegetação”, explicou. O mesmo responsável exorta ainda o Governo a lançar uma consulta pública sobre a proteção dos mangais antes do arranque dos projectos.

 


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