000primeira
020opiniao
030local
050desporto
070actual
081jete
090cambios
091tempo
092ultima


 



 
  N°3306 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 3 de Novembro de 2009
MAGNATA ACREDITA QUE VENDA DE APARTAMENTOS NO COTAI PODERÁ SER AUTORIZADA
Adelson espera que Chui Sai On seja “mais cooperante” com a Sands

A mudança de Governo em Macau poderá ser benéfica para os interesses da Las Vegas Sands, defende Sheldon Adelson, que diz esperar mais apoio de Chui Sai On para os projectos do grupo no Cotai. No horizonte está, sobretudo, a venda de apartamentos do “Four Seasons”

O presidente e CEO da Las Vegas Sands diz ter “uma indicação” de que o futuro Chefe do Executivo da RAEM “será mais cooperante” e possui uma perspectiva “muito favorável” sobre o modelo de “resort” integrado que a empresa procurou implementar no Cotai. “Fomos informados que ele [Chui Sai On] tem uma opinião muito forte de que o nosso modelo de ‘resort’ integrado é o melhor para Macau”, sublinhou Sheldon Adelson que, embora sem mencionar nomes, deixou implícito algum descontentamento com Edmund Ho.
Comentando os planos da Sands para alienação de activos não estratégicos em Macau, como os apartamentos incluídos no hotel “Four Seasons”, Adelson apontou ainda Chui Sai On como um defensor da extensão do sistema de propriedade horizontal à figura do hotel-apartamento. “Se conseguirmos isso, poderemos vender os apartamentos”, disse o magnata, numa conferência telefónica com analistas, para análise dos resultados financeiros da empresa no terceiro trimestre deste ano.
A estratégia de Adelson foi também reforçada por Mike Leven, com o presidente e director de operações da Sands a adiantar que a empresa está a preparar a venda das referidas fracções com base num modelo de operação conjunta com as partes compradoras, tendo conseguido atrair já o interesse de potenciais investidores japoneses e sul-coreanos. “Estamos muito optimistas sobre a venda”, realçou.
Diferente parece ser, no entanto, o entendimento do actual Executivo da RAEM. Há cerca de um ano, o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes frisou mesmo ao JTM que o assunto “Four Seasons” está encerrado. “Não há venda de apartamentos por apartamentos” (...) o que é garantido é que não há unidade autónoma uma a uma em termos de propriedade horizontal. É um edifício todo”, disse Jaime Carion, acrescentando que uma das partes do complexo continua a ser um aparthotel e “nunca será para outra finalidade”, até porque esse foi o princípio que norteou a concessão atribuída.
TACADAS DE OPTIMISMO. Durante a conferência, Adelson e um dos analistas tiveram ainda tempo para uma insólita troca de comentários sobre as alegadas preferências de Chui Sai On no campeonato profissional de “baseball” dos EUA.
Sheldon Adelson não escondeu alguma surpresa quando Larry Klatzkin, analista da “Chapdelaine Credit”, lhe disse ter informações de que o próximo Chefe do Executivo também é um fã dos “New York Yankees”, uma vez que o “patrão” da Sands supunha que Chui Sai On seria um adepto dos “Boston Red Sox”. Independentemente das tacadas mais ou menos certeiras no “baseball”, a verdade é que ficou patente a ideia de que a empresa continua plenamente confiante no sucesso dos seus projectos em Macau.
De resto, o optimismo parece ter sido reforçado pelas contas do terceiro trimestre de 2009, marcadas por uma subida de 10,8% para um recorde de 150,4 milhões de dólares no EBITDAR (resultados antes de juros, impostos, amortizações, provisões e rendas) do Venetian Macau. No hotel-casino Sands, onde as receitas aumentaram 13%, o EBITDAR também cresceu 81% para 77 milhões de dólares, fruto de um desempenho favorecido pelo plano de contenção de custos.
De acordo com Mike Leven, o programa de contenção de custos já foi totalmente implementado e possibilitou a poupança de 500 milhões de dólares.
MILHÕES DA OPI. Entretanto, a agência Bloomberg noticiou ontem que a Oferta Pública Inicial (OPI) de venda de acções na bolsa de Hong Kong poderá render à Las Vegas Sands cerca de 2,5 mil milhões de dólares, mais 500 milhões do que o valor anteriormente estimado.
Segundo a agência, o preço das acções será fixado no próximo dia 19 e a entrada em Bolsa está agendada para o dia 30 deste mês.
A OPI deverá incluir uma percentagem equivalente a 15% dos activos da empresa em Macau.

S.T.

 


 [Alto] [Anterior] [Voltar] [Próximo]




HOME  .  E-MAIL  .  FICHA TÉCNICA  .  EDIÇÕES ANTERIORES  .  PUBLICIDADE  .  PRIMEIRA

Copyright (c) Jornal Tribuna de Macau, All rights reserved
Design and maintainence by Directel Macau Ltd