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  N°3281 (Nova Série), Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2009
Tiananmen fechada 48 horas antes da “grande celebração”

A Praça Tiananmen, no centro de Pequim, fechou ontem ao público para acolher as celebrações do 60.º aniversário da República Popular da China, quinta-feira, que incluem uma parada militar e um “desfile de massas” com 200 mil figurantes

É a maior praça do mundo, com 500 metros de largura e 800 metros de comprimento, e uma das mais concorridas atracões turísticas da capital chinesa, juntamente com a Grande Muralha e o antigo Palácio Imperial.
A tribuna de cor púrpura que dá o nome ao lugar – Tiananmen (Porta da Paz Celestial) – data do início do século XV, mas a imensa praça em frente e os edifícios que a envolvem, o Museu Nacional e o Grande Palácio do Povo, foram construídos em 1959, no 10.º aniversário da República Popular da China.
O fecho da Praça Tiananmen, até sexta-feira, é uma das medidas de segurança do governo chinês para garantir o sucesso das celebrações e que são consideradas mais rigorosas do que as que foram impostas durante os Jogos Olímpicos de Pequim, no Verão de 2008.
Os grandes hotéis situados ao longo da Chang’An, a avenida que passa no topo norte da Praça Tiananmen e onde desfilarão os militares e as massas populares, vão também fechar.
Além da polícia, incluindo equipas do corpo especial de intervenção, foram mobilizados um milhão de voluntários.
No centro de comando das operações, instalado junto a Tiananmen, “militares, polícia e funcionários” controlarão as imagens fornecidas por 40 mil câmaras de filmar, disse um jornal local.
“Terroristas uigures”, “separatistas tibetanos” e activistas da Falun Gong (movimento de inspiração budista que as autoridades consideram “uma seita” e ilegalizado há dez anos) são apontados como “as principais ameaças à segurança”.
A parada militar – descrita como “uma manifestação de orgulho nacional e não uma ameaça de guerra” – irá exibir algumas das últimas novidades do arsenal chinês, incluindo mísseis balísticos intercontinentais desenhados e fabricados na China.
Será a primeira parada militar realizada em Pequim no espaço de uma década e reunirá 5.500 soldados, de 56 regimentos – tantos quantas as etnias do país.
A monumental Praça Tiananmen, onde Mao Zedong proclamou a República Popular da China, no dia 01 de Outubro de 1949, foi também decorada com 56 altas colunas vermelhas e douradas.
O ambiente de festa não se resume, contudo, à Praça Tiananmen. As ruas da cidade e todos os edifícios estão engalanados com vasos de flores, bandeiras e lanternas vermelhas.
O próximo 1 de Outubro (dia nacional) assinala também o início de uma semana inteira de férias, a maior “benesse” do género oferecida pelo calendário, juntamente com os feriados do novo ano lunar.
Cerca de 200 milhões de chineses (um aumento de 13 por cento em relação ao ano passado) viajarão durante este período, proporcionando ao sector do turismo uma receita de 100 mil milhões de yuan, estima a Administração Nacional do Turismo.

 


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