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  N°3281 (Nova Série), Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2009
Transportes públicos versus túneis na disputa de Lisboa

A campanha eleitoral na capital deverá descolar das finanças camarárias, uma arma de arremesso que estará, contudo, sempre à mão, e centrar-se nos projectos que cavam um fosso de diferenças entre Costa e Santana, como a luta transportes públicos/túneis

As eleições legislativas ditaram uma pré-campanha relativamente discreta, apesar do embate televisivo precoce, em Agosto, em que as contas do município dominaram a discussão.
Finanças do município. No confronto de ideias, António Costa responsabilizou Santana pelo descalabro financeiro e Santana respondeu que Costa se limitou a transformar a dívida a fornecedores em dívida bancária.
Os candidatos barricaram-se nos seus argumentos e esse debate televisivo terá sido o momento em que o tema financeiro começou a esgotar-se, impondo-se a discussão sobre e o futuro e os projectos.
Mobilidade e transportes. Na área da mobilidade e transportes desenhou-se já a mais acentuada clivagem.
Já numa clara acção de campanha, António Costa ganhou uma corrida entre o Metro e um Porsche para afirmar uma opção estratégica pelos transportes públicos embrulhada num slogan apontado a Santana: “Se quer um túnel, vá de metro”, disparou o candidato socialista.
Críticas “fanáticas, preconceituosas e dogmáticas”, respondeu o candidato social-democrata que quer ver um túnel no Saldanha, ligando a Avenida Fontes Pereira de Melo aos túneis do Campos Grande e do Campo Pequeno, e outro no Campo Grande, dando acesso directo à Avenida Padre Cruz, rumo a Odivelas e Loures.
População idosa. Numa população com grande percentagem de população envelhecida, tanto Costa como Santana deverão concentrar-se neste eleitorado em que julgam ter a mais sólida base de apoio.
A lista do PS, apoiada por um exército de artistas e agentes culturais, propõe uma rede de centros culturais de proximidade, à semelhança da existente em Barcelona e São Paulo.
A lista do PSD/CDS-PP/MPT/PPM defende um “pelouro sénior” para dar visibilidade às necessidades da terceira idade, numa capital envelhecida, que precisa de mais “oferta cultural e entretenimento”, residências assistidas e uma rede de universidades seniores.
Urbanismo. Nem só de “projectos” se fará o embate pela Câmara da capital, a avaliar pela violência das acusações que já foram trocadas.
Santana afirmou que o executivo socialista funciona em “regime de excepção” no urbanismo, à custa de “truques” legislativos e apontou baterias ao vereador do pelouro, o arquitecto Manuel Salgado, acusando-o de entregar projectos a uma lista selecta de arquitectos.
Costa acusou Santana de ter usado empresas municipais, como a EPUL, como “uma espécie de saco azul” para as despesas que a Câmara não conseguia assegurar.
As grandes obras e infra-estruturas que decorrem e são aguardadas na capital, terreno de intersecção entre o Governo e a gestão municipal, serão inevitáveis.
O papel da Sociedade Frente Tejo, responsável pela requalificação do Terreiro do Paço, o Museu dos Coches, a Terceira Travessia sobre o Tejo e o Aeroporto, não deverão abandonar a disputa eleitoral entre dois políticos experientes e aguerridos.

JTM/Lusa

 


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