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  N°3281 (Nova Série), Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2009
OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO EM MACAU E GUANGDONG NA MIRA
São Paulo quer criar escola de futebol na RAEM

Uma escola de futebol do São Paulo poderá surgir no território, caso haja interesse de investidores locais, referiu ontem o vice-presidente de relações internacionais do conhecido clube brasileiro. Carlos Caboclo procura oportunidades de negócios no território e em Guangdong

OLGA PEREIRA

O vice-presidente de relações internacionais do São Paulo Futebol Clube, Carlos Caboclo, esteve em Macau para estudar oportunidades de investimento. O responsável disse ontem de manhã numa conferência de imprensa, que veio a convite do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) para “ver e ouvir” propostas. “Macau superou as minhas melhores expectativas em termos de dinamismo, progresso e sucesso”, referiu. À tarde, o responsável viajou até a província de Guangdong para o mesmo fim.
Durante a conversa com os jornalistas, Carlos Caboclo deixou “no ar” a possibilidade de ser criada no território uma escola de futebol do São Paulo. Para o efeito, teria de existir vontade de investimento da parte de empresários locais ou do Governo. “A escola de futebol funcionaria como um ‘franchising’, em que o controlo da qualidade seria assegurado pelo clube”, frisou.
“O melhor aluno de cada uma das nossas escolas tem direito a um estágio no Brasil e a escola da China não seria excepção”, explicou Carlos Caboclo, acrescentando que “cerca de 70 por cento dos jogadores brasileiros que jogam no estrangeiro começaram nas escolas do São Paulo ou passaram pelo clube, como Cafu ou Kaká”.
Neste âmbito, Echo Chan, do IPIM afirmou que Carlos Caboclo prometeu “dar preferência” à RAEM.
Mas a administração da equipa paulista tem ainda mais planos para a Ásia. “Podemos participar em alguns eventos com a nossa equipa principal ou trazer jogadores jovens, tanto para Macau como para o continente chinês”, acrescentou o dirigente.
O objectivo do clube canarinho, seis vezes vencedor do campeonato brasileiro e tri-campeão mundial de clubes, ao penetrar em Macau e Guangdong não é fazer dinheiro. “A ideia não é ganhar dividendos, é divulgar o nome e a imagem do clube”, disse o dirigente, salientando que um estudo inglês concluiu que os clubes de futebol que têm pelo menos um jogador brasileiro na equipa principal atraem 30 por cento mais público aos estádios.
Por outro lado, Carlos Caboclo quer que o “Tricolor do Morumbi”, nome pelo qual a equipa é conhecida popularmente, seja conhecido no Continente e nos países de língua portuguesa, usando para esse efeito Macau como plataforma. “Queremos pôr um pé e, se possível, dois no território chinês”, admitiu o mesmo responsável, sublinhando que a China, e principalmente Macau pelo seu dinamismo, poderá entrar no cenário mundial de futebol em cinco anos, porque “a estrutura em modos gerais é muito boa”. “Temos boas expectativas”, rematou o dirigente.

 


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