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  N°3273 (Nova Série), Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2009
Provedor do “Público” questiona actuação do diário no caso das escutas

O provedor do leitor do Público denunciou ontem que a sua correspondência electrónica foi “vasculhada” e questionou a actuação do diário no caso das escutas de Belém.
“Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do Público”, escreveu Joaquim Vieira na edição de ontem do jornal.
Segundo o provedor, aqueles responsáveis procederam à detecção de envios e reenvios de e-mails entre membros da equipa do jornal (e presume-se também de e para o exterior), acrescentando que conviria que a asfixia democrática de que “se fala (...) não se traduzisse numa caça às bruxas no Público que sempre foi conhecido como um espaço de liberdade”.
Joaquim Vieira questiona se todo o caso relacionado com uma eventual escuta da Presidência da República pelo governo, que o jornal avançou em Agosto passado, não tem por base “uma agenda política oculta”. “Do comportamento do Público, o provedor conclui que resultou uma atitude objectiva de protecção da Presidência da República, fonte das notícias (…)”.
Contactado pela Agência Lusa, o director do Público recusou comentar estas afirmações, recordando o “estatuto de independência” do provedor.
Na sexta-feira, o Diário de Notícias (DN) noticiou que o assessor do Presidente da República Fernando Lima foi a fonte do Público nas notícias que sucederam à sua manchete de 18 de Agosto, já em pré-campanha eleitoral, segundo a qual Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado pelo Governo liderado por José Sócrates. O DN publicou uma alegada mensagem de correio electrónico entre Luciano Alvarez e o correspondente da Madeira, Tolentino de Nóbrega, com instruções para seguir pistas fornecidas por Fernando Lima quanto a essa suspeita, supostamente por ordem directa de Cavaco Silva.
O director do Público, José Manuel Fernandes, depois de, numa primeira reacção, ter envolvido a “secreta” portuguesa numa alegada violação da correspondência entre os dois jornalistas, revelou na SIC Notícias não haver “nenhum indício que tenha havido violação externa” das mensagens electrónicas.

 


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