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  N°3273 (Nova Série), Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2009
LISTA 14 NÃO CONSEGUIU ELEGER QUALQUER DEPUTADO MAS FEZ BALANÇO POSITIVO
Voz Plural promete candidatura em 2013

O importante é “lançar a semente” e isso foi feito já nestas eleições, defendeu ontem o líder da Voz Plural – Gentes de Macau. O objectivo é agora “continuar o trabalho” através da associação Macau Força Plural, para daqui a quatro anos ir a jogo e poder disputar a vitória

RAQUEL CARVALHO

Mais do que os resultados, o importante foi o “começo”, afirmaram em uníssono os membros e apoiantes da Voz Plural – Gentes de Macau, ontem, durante a longa noite de apuramento dos votos. “Uma boa experiência” e uma “boa escola” foram as expressões mais ouvidas, ficando no ar a garantia de que os ideais são para pôr em prática através da associação Macau Força Plural. A grande ambição está guardada para 2013, altura em que o grupo terá uma maior dinâmica e trabalho já feito, espera o cabeça-de-lista, Casimiro Pinto.
“Vamos continuar a trabalhar, porque a credibilidade só se demonstra com o tempo”, mas a “semente está lançada”, salientou o líder da Voz Plural. Embora garanta não ter ambições políticas, confessa querer contribuir para o desenvolvimento de Macau, por isso “sem dúvida, daqui a quatro anos, cá estou”.
Também o número 5 da lista fez um balanço positivo da participação na corrida às eleições, “foi uma óptima experiência” e, mais importante que isso, “a parte essencial da mensagem parece ter passado”. Os votos acumulados servem essencialmente como “estímulo” para a associação nascida durante o período eleitoral.
A explicação para o número de votos, abaixo dos 1.500 desejados como mínimo por Casimiro Pinto, tem a ver com o facto de se tratar de uma “equipa nova”, criada a pouco tempo das eleições, explicaram os elementos da lista. “Em política isso conta, os votos não caem do céu”, sustentou, ao final da noite, o número dois da Voz Plural, Jorge Godinho. Ainda assim, Leonel Alves entende que a lista nasceu no “momento adequado”, com potencial para preparar “campanhas do futuro” e para os jovens adquirirem experiência.
No final das contas, a vitória não veio sob a forma de votos, mas sim de coisas menos palpáveis. Segundo Casimiro Pinto, a união construída surge como impagável, não só devido à amizade criada entre as 20 pessoas que colaboraram de forma permanente com o projecto, mas também porque “todos nós ficámos a sentir-nos ainda mais ligados a Macau”.
Continuar a trabalhar com a mesma equipa é, por isso, um desejo do líder da Voz Plural, isto no sentido de forjar uma futura “participação activa nos assuntos cívicos”. O trabalho começa já hoje se preciso for, garantiu Casimiro Pinto, porque os objectivos são vastos: construir “um diálogo mais forte entre as comunidades” e uma maior “união de gerações”. “A nova realidade da RAEM exige um esforço suplementar de entendimento”, corroborou Leonel Alves, lembrando a importância de dissipar “os motivos anteriores de desunião no seio da comunidade”.
A Voz Plural continuará a carregar a bandeira de uma Macau como espaço de confluência de culturas, onde é “preciso investir na educação, saúde e justiça”, preservando simultaneamente “as características do território”, acrescentou Jorge Godinho. É essa a simbiose que torna a Voz Plural - e, no futuro próximo, a associação Macau Força Plural - “diferente”.
A “milhas” de chegar a um lugar na Assembleia Legislativa, o cabeça-de-lista fechou a noite sem ressentimentos e com espírito positivo, afirmando esperar que os deputados eleitos consigam criar um “espírito de cooperação e diálogo”. Porque a partir de hoje deixam de ser rivais.

Leonel Alves espera uma AL “mais eficiente” e “transparente”

Será uma Assembleia Legislativa “mais amadurecida”, aquela que a RAEM terá nos próximos anos, acredita Leonel Alves, deputado reeleito por sufrágio indirecto. Tenderá, por isso, na opinião do advogado, a ser um órgão “cada vez mais eficiente e transparente”, o que deve conduzir a um melhoramento da “qualidade do trabalho”, nomeadamente através do reforço dos instrumentos e recursos humanos. Na próxima legislatura, a área do direito económico e social - relacionada com a importação de mão-de-obra e com o sistema de segurança social - surge, aos olhos de Leonel Alves, como a de maior premência, para além de ser necessário “pensar na reforma administrativa”. O deputado afirmou ainda esperar que a Assembleia Legislativa intervenha mais em relação à justiça. Um aperfeiçoamento do ordenamento jurídico e a sua modernização é algo que Leonel Alves gostaria de ver concretizado na próxima legislatura. Fazendo um balanço das eleições, que agora chegam ao fim, o deputado deu nota positiva ao processo, elogiando a elevação do patamar de consciência de todas as listas, para além de salientar a eficácia da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa.

 


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