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  N°3273 (Nova Série), Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2009
PLATAFORMA CONSEGUIU SUPERAR RESULTADOS DE 2005
Meia vitória da Nova Esperança

A lista número dois, “Nova Esperança”, alcançou ontem uma meia vitória. Por um lado, terá superado os resultados de 2005, mas sem eleger o segundo candidato

OLGA PEREIRA

Conseguir dois assentos no hemiciclo era uma tarefa difícil. Os candidatos número um e dois da lista “Nova Esperança” sabiam-no e admitiram-no de antemão. Mas na sede da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) era a esperança que pairava no início. Ainda não tinham sido divulgados os resultados de nenhuma das 27 assembleias de voto, e alguns membros da comunidade filipina presentes no local diziam ao JTM sentirem-se “confiantes” que a plataforma iria garantir dois lugares na Assembleia Legislativa. “Apoiamos Pereira Coutinho e Rita Santos, porque são muito boas pessoas, que nos têm ajudado desde sempre”, justificou um dos apoiantes.
Por esta altura, também a candidata número dois disse aos jornalistas estar “confiante”, apesar de ter consciência de que eram necessários cerca de 18.800 votos para que fosse eleita juntamente com o cabeça de lista. “Acima disso é um bocado complicado por causa da compra dos votos”, apontou, acrescentando, contudo, que “a esperança é a última coisa a perder”.
COM O PÉ DIREITO. Na sede da ATFPM concentraram-se várias dezenas de pessoas, que face à iminência dos primeiros resultados, se sentavam em frente do ecrã, em que iam aparecendo faseadamente os números enviados pelos membros da plataforma que estavam espalhados pelas assembleias de voto. A festa despoletou mal foram inseridos no computador os primeiros resultados, referentes a Coloane, que indicavam uma vitória da lista número dois. As palmas foram muitas e várias pessoas saltaram das cadeiras quando surgiram os resultados que davam 97 votos à lista encabeçada por Pereira Coutinho. Além desta, a “Nova Esperança” conseguiu ficar em primeiro lugar nas assembleias de voto do D. Bosco, Escola Portuguesa de Macau e Instituto Salesiano, o que aumentou a esperança nos presentes, que depois de um período de tensão, abanavam bandeiras da lista em pé e gritavam “pela sorte”.
Nesta altura, a “Nova Esperança” posicionava-se em sexto lugar, e estava longe de alcançar os cerca de 18 mil votos pretendidos para a eleição de Rita Santos. Porém, a plataforma tinha já ultrapassado o número alcançado na eleição de 2005. Na recta final, a lista ainda conseguiu ser a mais votada no Pavilhão do Tap Seac e na Taipa, de acordo com os resultados provisórios. Assim, contas feitas, segundo dados disponibilizados na sede de campanha, a “Nova Esperança” terá merecido a confiança de quase 13 mil eleitores, mais 20 por cento que nas eleições de 2005 em que tinha conseguido 9,974 votos. Deste modo, Pereira Coutinho volta a sentar-se na AL, enquanto Rita Santos ficou “pelo caminho”.
SOUBE A VITÓRIA. O “sonho” de Pereira Coutinho caiu por terra, mas não houve decepção. “Não estou desiludido. O meu sonho era pôr também a Rita como segundo candidato, mas nós sabíamos e eu sempre disse desde o início que era uma luta renhida”. De acordo com o mesmo responsável, o dia foi uma “vitória”, uma vez que a lista alcançou o “melhor resultado de sempre”. “É um óptimo resultado, porque o que nós queríamos era ter mais votos que em 2005 e conseguimos”, avaliou, sublinhando que os “lugares eram poucos e as restantes listas muito fortes”.
Apesar das duas plataformas que derivam do Novo Macau Democrático terem conseguido nestas eleições alcançar, segundo tudo indica, três assentos no Hemiciclo, Pereira Coutinho julga que a ala democrática vai continuar a ter “mais ao menos o mesmo peso” na AL, onde os interesses vão continuar a “pender para o lado empresarial”.
EM 2013 HÁ MAIS. Tal como Pereira Coutinho, Rita Santos disse “não estar desiludida” e atribuiu a força de outras listas ao seu poder financeiro. “Embora não tenha conseguido um lugar acho que foi um sucesso”, apontou a candidata número dois, acrescentando que “o poder económico é que prevalece”.
De acordo com Rita Santos, as duas questões fundamentais que impediram a lista de chegar aos votos necessários para garantir dois assentos no Hemiciclo foram a escassa conquista de votos que teve na Zona Norte e a diminuta publicidade feita nos jornais chineses.
Por enquanto, a responsável vai voltar a assumir o seu cargo de coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum de Macau, porém afirmou que se Pereira Coutinho a convidar, voltará a ser a candidata número dois nas próximas eleições a realizarem-se em 2013.
Por seu turno, o cabeça de lista disse “estar surpreendido” com a afirmação, mas ficou “satisfeito” com a notícia, já que considera Rita Santos a “candidata número dois ideal”, nomeadamente porque trabalha na função pública há cerca de 30 anos.

 


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