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  N°3273 (Nova Série), Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2009
tribuna
Sector público tem de preservar médicos

EDITORIAL DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

A tendência vem de longe e tem-se acentuado nos últimos anos: há cada vez mais médicos a trocar o Sistema Nacional de Saúde pelo sector privado. As principais unidades privadas já empregam cerca de 700 clínicos em regime de exclusividade, algumas delas tendo duplicado a contratação de profissionais ao sector público.
As condições de trabalho e o valor dos salários são as principais razões que motivam a maioria das transferências. Uma opção compreensível e legítima para qualquer profissional. Sobretudo quando as diferenças salariais, por exemplo na área da cirurgia, chegam a ser de cem por cento.
No entanto, sendo a saúde uma área de interesse público superior, é preciso evitar que esta tendência deixe os serviços públicos de saúde a definhar. Em primeiro lugar, estimulando um espírito de missão junto dos profissionais que se entregam ao sector público e tentando recompensá-los tanto quanto possível. Depois, e igualmente prioritário, ajustando a formação superior de novos médicos às necessidades que o País enfrenta, de modo a equilibrar a oferta e a procura de quadros clínicos. Além disso, como sugerem alguns peritos no livro Governação dos Hospitais, o Estado deve garantir o investimento feito nos novos profissionais que chegam à carreira, ou seja, assegurar que, pelo menos durante o período de formação - mais ou menos, uma década -, estes médicos exerçam a sua actividade no Serviço Nacional de Saúde.
Merkel faz charme aos indecisos. Angela Merkel não brinca em serviço e, apesar de uma vantagem de dez pontos nas sondagens da sua CDU/CSU sobre o SPD, sabe que as eleições só estarão ganhas depois de os votos serem depositados nas urnas a 27 de Setembro. E para esta doutorada em Física, filha de um pastor luterano, nada como usar a sua popularidade pessoal para potenciar os resultados partidários, multiplicando-se em entrevistas em que conta aspectos da sua vida na antiga Alemanha comunista e pormenores do seu actual casamento com Joachim Sauer, um professor de Química na Universidade Humboldt, em Berlim. O objectivo é conquistar os indecisos, neste momento cerca de um quarto do eleitorado alemão. E na verdade há margem para progredir. Aquela que juntou a uma rígida educação luterana uma formação escolar marcada pela disciplina comunista, e que muitas vezes é descrita como uma esfinge, sabe que um ar mais caloroso, um sorriso, um gesto descontraído podem trazer-lhe simpatias novas.
O balanço da governação da chanceler democrata-cristã, no poder desde 2005 em aliança com o SPD, é globalmente positivo, mesmo que a crise económica internacional não tenha poupado a Alemanha. Mas mesmo com vantagem nas sondagens, a memória da anterior Grande Coligação não deixa muito confortável a CDU/CSU, pois em 1969, após três anos de bloco central na versão germânica, os sociais-democratas deixaram de ser o parceiro menor e conquistaram a chancelaria. Por isso, até ao próximo domingo, espere-se mais charme a ser espalhado na campanha por esta mulher de 55 anos, sem filhos, que usa o apelido do ex-marido. Quase tanto como as ideologias, a personalidade de um político garante hoje votos.

JTM/Diário de Notícias

 


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