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  N°3256 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 1 de Setembro de 2009
HÁ 20 ANOS

In “Jornal de Macau” e “Tribuna de Macau” 01.09.1989

ASSINATURAS CONTRA IMPORTAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA

Uma delegação de representantes da união das associações de operários de Macau (UAOM) entregou no palácio do Governo uma carta de protesto contra a importação de mão-de-obra não residente e 67 mil assinaturas de apoio ao protesto. A carta, dirigida ao governador de Macau, solicita a revisão da política de importação de trabalhadores, tendo em conta os efeitos negativos nas condições de trabalho dos operários residentes. A vice-presidente da união, Poon Lok Lan, disse que outras formas de luta, que poderão ir até à promoção de greves nas fábricas, serão estudadas tendo em conta a resposta das autoridades à carta. A UAOM, que congrega 37 associações de operários, iniciou a campanha de recolha de assinaturas, no passado dia 16, nos bairros industriais da cidade. Os representantes dos operários afirmam que o Governo autorizou a importação de mais de 10 mil trabalhadores, prejudicando a mão-de-obra local que se vê impossibilitada de melhorar as suas condições de trabalho e níveis salariais. O responsável pela pasta dos assuntos económicos do Governo de Macau, Galhardo Simões, tem, por sua vez, declarado publicamente, por diversas vezes, que está disposto a discutir aspectos pontuais da importação de mão-de-obra, mas que a política governamental não será alterada porque aumenta a confiança dos investidores e favorece o desenvolvimento da economia local.

MILITARES CHINESES TERÃO PEDIDO ASILO POLÍTICO

Três soldados do Exército de Libertação Popular poderão ter pedido asilo político às autoridades de Macau, segundo notícias veiculadas por órgãos de comunicação social de Hong Kong em Macau. O diário “South China Mornig Post”, relata o caso, que começou ontem de madrugada quando uma sampana com oito pessoas a bordo aportou à ilha da Taipa. Segundo as fontes citadas pelo jornal, três das oito pessoas – um casal e um terceiro elemento – envergavam o uniforme do exército chinês e estariam interessadas em pedir asilo político às autoridades de Macau. Os três elementos do exército chinês separaram-se, logo à chegada de Macau, dos restantes companheiros e dirigiram-se para as imediações do Hotel Hyatt onde pediram informações sobre a transeuntes sobre a maneira de contactar a esquadra mais próxima. Posteriormente, os oito indivíduos foram transportados para a esquadra da Taipa onde foram interrogados. Ainda segundo o jornal da colónia britânica o Coronel Proença de Almeida terá dito à Rádio Macau que todos os cidadãos estão a ser tratados como imigrantes ilegais, negando os rumores sobre o eventual pedido de asilo político. Contactado pelo Jornal de Macau, o novo porta-voz das Forças de Segurança, disse desconhecer totalmente o caso em questão o que, no mínimo, revela um preocupante alheamento pelos acontecimentos que envolvem as FSM e que são já do domínio público. Recorde-se que este é o segundo caso em menos de um mês em que, alegadamente, elementos das forças armadas chinesas tentam pedir asilo político em Macau.

 


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