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  N°3132 (Nova Série), Quinta-Feira, 23 de Abril de 2009

PROJECTO ARRANCA NO DIA 6 COM EXPOSIÇÃO E PALESTRA SOBRE CARLOS D’ASSUMPÇÃO
Albergue da Santa Casa vai recordar figuras da “memória” de Macau

O Albergue da Santa Casa da Misericórdia prepara-se para abrir uma exposição fotobiográfica sobre a vida de Carlos d’Assumpção, no âmbito de um projecto que inclui outras figuras da memória de Macau

CLÁUDIA GAMEIRO

A ideia do Albergue é criar “memórias para o futuro”, por meio de exposições, conferências e lançamentos de livros trilingues (em inglês, chinês e português), de personagens do último meio século do território, revelou ontem ao JTM o director do espaço, Carlos Marreiros. A primeira figura deste projecto, a iniciar já no próximo dia 6 de Maio, será Carlos d’Assumpção, “um homem político, que marcou a vida local”, notou o responsável. A palestra sobre a sua vida será dirigida por Celina Veiga de Oliveira, que o conheceu pessoalmente, num estudo que teve o auxílio de António Robarts.
O plano de exposição fotobriográfica, livro e conferências deverá ocorrer duas a três vezes no ano, englobando também “figuras do mundo das artes, das letras, do jornalismo, da arquitectura e da vida política”, sublinhou Carlos Marreiros. Para já, apontou os nomes do sinólogo Luís Gonzaga Gomes, do industrial Ho In, do calígrafo e politico Chui Tak Kei, dos arquitectos modernistas Júlio Alberto Bastos e Chan Kuan Pui, bem como de José Vicente Jorge, sinólogo e tradutor de Camilo Pessanha. Figuras “dos últimos 50 anos, que a história de Macau ainda não fixou de forma permanente na memória as pessoas”, destacou.
O Albergue da Santa Casa planeia ainda lançar uma colecção de livros sobre artistas contemporâneos de Macau, também em versão trilingue, revelou o responsável. Ao mesmo tempo, vão continuar com as exposições, “workshops”, cursos de formação e visitas de estudo, afirmou. Prevêem-se assim, para breve, novas viagens, nomeadamente a Shenzhen, Cantão e à Europa, “tendo em vista a formação na área das disciplinas urbanas, do design e das indústrias criativas”, referiu Carlos Marreiros.
Estas declarações foram reveladas no âmbito de um jantar que reuniu o grupo que participou na terceira edição do “Architecture Culture Environment” (AEC3), em Itália, um projecto com a cooperação do Instituto de Estudos Europeus de Macau e do Instituto Politécnico de Milão. Entre risos e recordações da viagem, a reunião contou com a apresentação de filmes e fotografias do simpósio e consecutivos passeios por Milão, Lecco, Veneza, assim como outras cidades por onde os arquitectos e designers passaram durante os dias 4 a 12 deste mês, apreciando o seu património. De todos sobressaiu a satisfação pelos conhecimentos adquiridos e novos conceitos que desejam implementar em Macau.
Segundo Carlos Marreiros, com este grupo forma-se assim “uma consciência urbana, para pensar a cidade com o seu património, as questões ambientais, mas também os pormenores”. O ACE vai continuar, podendo a próxima edição realizar-se entre Macau e Xangai. O responsável adiantou ainda que existe a ideia, recentemente sugerida, para um possível ACE Macau-Portugal.

 


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