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  N°2926 (Nova Série), Segunda-Feira, 15 de Setembro de 2008
MARATONA MUSICAL ENCHEU PRACETA DA ARTE DO CENTRO CULTURAL
“Hush!!”, que o rock voltou a Macau

Durante quase 10 horas, o rock regressou à Praceta da Arte, com a quarta edição do “HUSH!!”. Nem o calor “assustou” o muito público que passou pelo Centro Cultural para ver as melhores bandas locais do género e alguns convidados

VÍTOR QUINTÃ

Ainda a tarde ia no início e já tinham passado pelo palco sete bandas, canções em cantonense, mandarim e inglês. Mas, quando a Praceta da Arte começou de facto a encher, faltavam outras 13, entre formações locais e convidados do exterior. Pela quarta vez, o “HUSH!! Maratona de Rock” tomou conta do Centro Cultural de Macau (CCM).
Durante quase 10 horas consecutivas, o público desafiou o sol e o calor intenso que se faziam sentir - muito perto dos 34 graus. Aliás, a distribuição dos espectadores foi-se fazendo à medida que a sombra ia cobrindo a escadaria da Praceta.
Quando o festival arrancou, estavam apenas cerca de 200 pessoas na Praceta, mas o entusiasmo já se fazia sentir. Isto porque a primeira banda a subir ao palco, os “WildChild”, de Hong Kong, trouxeram ao CCM um verdadeiro grupo de fãs. Durante o concerto, eram bem visíveis os bonés negros com o nome da formação musical e, quando acabou a actuação, houve uma verdadeira corrida para tentar conseguir autógrafos.
Este ano, a aposta local foi reforçada, com a presença de mais três bandas de Macau, cujo número superou assim as formações vindas da RAEHK, Pequim, Xangai, Taiwan, Kuala Lumpur e Seoul. E, para Geoffrey Churchill, que esteve entre os espectadores, os músicos do território “não ficaram nada atrás” dos convidados do exterior.
POUCO TEMPO. Isto apesar de terem “menos protagonismo e menos tempo” para mostrar o que valem, sublinhou o professor do Instituto Inter-Universitário de Macau (IIUM). De facto, as 12 bandas da RAEM tiveram apenas 15 minutos, ao contrário das do exterior - entre 25 e 45 minutos. Uma diferença “que me incomoda”, lamentou Geoffrey Churchill. Algumas formações locais, como foi o caso da primeira a tocar, “Secret”, “só tiveram tempo para tocar duas canções”, frisou.
Para o docente do Centro para o Desenvolvimento Linguístico e Profissional, o destaque entre os músicos de Macau coube a “Forget G” e “WhyOceans”. Já outro espectador, Andy Wong, escolheu como preferidas a banda local “UNI-K” e os “Sonnet”, vindos de Xangai.
Outra novidade foi a votação por “sms” para eleger as três melhores formações do território. A votação esteve aberta ontem, das 13 às 21 horas e os três eleitos ficaram automaticamente seleccionados para a quinta edição do “HUSH!!”, a realizar no próximo ano.
Uma ideia que não foi bem acolhida por Geoffrey Churchill. “Estamos a falar de bandas novas, amadoras, e que, pelo menos no ano passado, actuavam de forma grátis. É injusto distinguir três, quando todas gastaram o seu tempo e esforço para chegar aqui”, defendeu o professor do IIUM.


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