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  N°2926 (Nova Série), Segunda-Feira, 15 de Setembro de 2008
HÁ 20 ANOS

MELANCIA FALA DA LUSA E DA TDM

O Governador de Macau, Carlos Melancia, assegurou haver “sintonia total” com o ministro adjunto e da Juventude, Couto dos Santos, no reconhecimento da importância do papel a desempenhar pela agência Lusa na cobertura noticiosa da região. Com o acordo firmado entre o Governo do Território e a Lusa, a agência noticiosa nacional poderá garantir “uma informação completa sobre Pequim e Hong Kong”, precisou Melancia. Também a questão do protocolo da TDM foi analisada no encontro realizado entra Carlos Melancia e Couto dos Santos, lembrando o governador que está dado “o primeiro passo para a formalização do contrato de concessão”, que terá de ser assinado pela Assembleia Legislativa do Território. Neste mesmo quadro de problemas, as duas partes examinaram as possibilidades de apoio da RTP no sector da programação em português da televisão de Macau.

GRUPO DE LIGAÇÃO: RESULTADOS SÓ A MÉDIO PRAZO

“Não é muito fácil identificar resultados. Os resultados vêem-se a médio e longo prazo, pode-se dizer que há resultados no plano de um maior entendimento e compreensão dos assuntos que temos diante de nós”, afirmou aos jornalistas o embaixador Carlos Alberto Simões Coelho no fim do último encontro da segunda reunião do Grupo de Ligação que terminou ontem em Pequim, e antes de ser recebido pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhu Qizhen para uma visita de cortesia. Simões Coelho, que lidera a parte portuguesa no Grupo de Ligação, considerou ainda que o ambiente dos trabalhos “foi cordial, tal como em Lisboa na primeira reunião”, pondo assim termo a especulações surgidas então de que o encontro na capital portuguesa ficara marcado por profundas divergências. Este ambiente de cordialidade foi também referido pelo embaixador Kam Jimin, que chefia a delegação chinesa, ao afirmar que os dois dias de reuniões oficiais haviam decorrido “extremamente bem e sem problemas”. O embaixador Kam Jimin considerou que a reunião de Pequim “produziu resultados mais concretos do que a realizada em Lisboa, importantes para a vida de Macau”. “A localização de quadros na função pública de Macau, o modo de implementar a língua chinesa no Território, a participação futura da Região Administrativa Especial de Macau em organismos internacionais e aspectos ligados à tradução da legislação vigente e à sua adaptação ao período após Dezembro de 1999 foram alguns dos principais pontos abordados nos trabalhos do Grupo”, disse o embaixador Kam Jimin aos jornalistas que o aguardavam no ministério dos negócios estrangeiros chinês onde foi igualmente recebido pelo vice-ministro, Zhu Qizhen. O diplomata chinês confirmou ainda que a questão da cotação da pataca (a moeda de Macau) pela República Popular da China foi abordada durante a reunião e que ambas as delegações não viram qualquer problema na sua concretização pelo que “cabe agora às autoridades financeiras levarem à prática este desejo de ambas as partes”. Os embaixadores Simões Coelho e Kam Jimin confirmaram também que o próximo encontro decorrerá, em princípio em Janeiro de 1989 em Macau, ficando o Grupo de Ligação a partir dessa altura sediado no Território, conforme o estabelecido na declaração conjunta luso-chinesa assinada pelos governos de Lisboa e de Pequim em Abril de 1987. As duas partes indicaram também que vão passar a ter elementos em permanência no Território de Macau para os trabalhos do Grupo que se vão prolongar até 1 de Janeiro do ano 2000, com uma média de três reuniões anuais.

In “Jornal de Macau” e “Tribuna de Macau” 15.09.1988


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