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  N°2836 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 17 de Junho de 2008
LÍDER BRITÂNICO GARANTE NOVAS SANÇÕES DA UE SOBRE TEERÃO

Bush e Brown unidos contra Irão

Os líderes do Reino Unido e dos EUA encontraram-se ontem em Londres. Enquanto George Bush fez novos ameaças ao Irão, Gordon Brown garantiu que vai pedir à União Europeia novas sanções contra o regime de Teerão

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou ontem novas sanções da União Europeia (UE) contra o Irão, depois de uma reunião em Londres com o presidente americano, George W. Bush, que voltou a fazer ameaças contra Teerão.
“A Grã-Bretanha vai pedir à Europa, e a Europa vai concordar com a adopção de novas sanções contra o Irão”, afirmou o chefe de Governo britânico, depois de um encontro em Downing Street com Bush, que chegou no domingo a Londres, onde foi recebido por dois mil manifestantes contra a guerra no Iraque. Entre as sanções antecipadas por Brown está o congelamento dos activos no exterior do banco Melli, o maior do Irão.
O dirigente disse ainda que a Grã-Bretanha quer fazer todo o possível para manter o diálogo com Teerão. Porém, deixou claro que a mensagem enviada por Londres e Washington aos iranianos é que “não devem optar pelo caminho do confronto com o Ocidente”. “É claro que se o Irão continuar a ignorar as resoluções (da ONU), a ignorar as nossas ofertas de uma negociação, não teremos outra opção que não intensificar as sanções”, advertiu Brown.
Já Bush garantiu que não descarta o uso da força contra o Irão para obrigar o país a suspender o seu programa nuclear, mas acrescentou que espera que a crise possa ser solucionada pela via diplomática. “Todas as opções estão sobre a mesa a respeito do Irão”, declarou Bush, numa conferência conjunta com Brown, no segundo dia de visita ao Reino Unido, última etapa da viagem de despedida à Europa antes de deixar a Casa Branca, em Janeiro.
“Agora é o momento de trabalhar juntos para conseguir que Teerão suspenda o programa nuclear”, declarou Bush, antes de ressaltar que “é necessário manter a pressão internacional” sobre o Irão e a Coreia do Norte.
AFEGANISTÃO. Depois da reunião com Bush, o primeiro-ministro britânico também anunciou que enviará tropas adicionais para o Afeganistão, onde Londres mantém mobilizados 7.800 militares. “Hoje, o Reino Unido destaca tropas adicionais para o Afeganistão, elevando o número de soldados britânicos neste país a seu maior nível”, declarou Brown. Bush saudou o anúncio e elogiou o dirigente britânico por ser “inflexível ante o terrorismo”.
Os dois dissiparam os boatos de divergências sobre o Iraque, afirmando que estão unidos no combate para levar a democracia ao país. “A política aliada está a dar resultados no Iraque, mas ainda resta muito trabalho por fazer”, declarou Brown, que não fez nenhuma referência a uma retirada de tropas do Iraque, para grande satisfação de Bush.
O presidente americano - que tomou ontem o pequeno-almoço com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, representante do Quarteto para o Médio Oriente - encerrou a viagem de despedida europeia em Belfast, na Irlanda do Norte, onde se reuniu com líderes políticos, alunos e professores de uma escola mista, católica e protestante.
Bush foi recebido no castelo de Stormont - sede do governo compartilhado pelas duas comunidades da província britânica - pelo primeiro-ministro norte-irlandês Peter Robinson e pelo vice-primeiro-ministro, Martin McGuinness.
Acompanhado por Gordon Brown, Bush também se reuniu com o primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, que sofreu na semana passada um sério revés quando os seus compatriotas rejeitaram em referendo o Tratado da Europa, provocando uma crise na UE.


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