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  N°2836 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 17 de Junho de 2008
INQUÉRITO “PEDE” AO GOVERNO PARA SEGUIR EXEMPLO DE MACAU

Residentes da RAEHK também querem distribuição de dinheiro pela população

A maioria dos residentes de Hong Kong gostaria que o seu Governo seguisse o exemplo de Macau no que toca às medidas de “retribuição da riqueza”. Pelo menos é a opinião revelada por um estudo de uma organização da região vizinha

Mais de 300 habitantes da RAEHK sugeriram num inquérito que o Governo local devia seguir o exemplo de Macau e dar dinheiro directamente à população. Ou seja, mais de 38 por cento das 792 pessoas que responderam à organização da sociedade civil “Middle Class Power” (Poder da Classe Média).
Para os residentes de Hong Kong, a adopção desta medida, que Edmund Ho afirmou estar inserida numa política de “retribuição da riqueza à população”, permitiria combater a subida dos preços que se tem verificado na região vizinha. O aumento da inflação foi aliás o principal motivo que levou à realização deste inquérito na antiga colónia britânica.
Contudo, a eficácia da simples distribuição de dinheiro na redução da inflação foi já questionada por várias personalidades da RAEM. Aliás, algumas sublinharam que, segundo a maioria das teorias económicas, a introdução de mais dinheiro no mercado terá o efeito contrário.
No final do mês passado, Leonel Alves defendeu ao JTM que a ligação entre esta medida e a subida dos preços tinha nascido de “alguma confusão”. O deputado considerou que, ao contrário do que foi veiculado, o objectivo não é baixar a inflação, mas sim “distribuir pela população as receitas do desenvolvimento económico”.
A 22 de Abril, o Chefe do Executivo anunciou na Assembleia Legislativa que os residentes permanentes iam receber cinco mil patacas e os não permanentes três mil. O objectivo, explicou na altura Edmund Ho, é atenuar os efeitos da inflação. A distribuição, de carácter único, deve começar no início do próximo mês.
Mas o exemplo de Macau não foi a única sugestão dos inquiridos em Hong Kong. Outras proposta incluem cortes no imposto sobre os combustíveis, a abolição da taxa sobre a contratação de empregados domésticos estrangeiros e a aprovação de legislação para reforçar a competição no mercado.
A maioria dos residentes admitiu que, devido à subida dos preços, passa mais tempo a procurar descontos e promoções em supermercados e come em restaurantes menos vezes. Segundo o presidente do “Middle Class Power”, Andrew Fung, em declarações ao “South China Morning Post”, a classe média com filhos é a mais preocupada com o efeito da inflação nos seus salários e investimentos.

 


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