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  N°2587 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 25 de Setembro de 2007
IFT ORGANIZA FEIRA DE GASTRONOMIA ATÉ SEXTA-FEIRA
A revolta da cozinha mexicana
contra o “tex-mex” chega a Macau

A “fiesta” mexicana invade as instalações do Instituto de Formação Turística até sexta-feira. Para os interessados em participar, pede-se vontade de bater o pé ao som dos “mariachis” e que deixem os seus preconceitos sobre a gastronomia do México em casa. É que ali só há verdadeira comida tradicional

EMANUEL GRAÇA

É um fã da trilogia “El Mariachi”, do realizador Robert Rodriguez? Pois bem, multiplique por dez, acrescente um par de bailarinos e muita comida tradicional mexicana e é isso que o Instituto de Formação Turística está a proporcionar até ao final da semana no seu restaurante educacional. Sem tiros, claro, mas com espectáculo ao vivo e objectivos “revolucionários” por parte das chefes de cozinha convidadas: vencer o mito de que a gastronomia mexicana gira em torna dos “chilis” e “tacos”.

Na verdade, aquilo que a maioria das pessoas encara como comida mexicana é “tex-mex”, uma cozinha de fusão nascida no sul dos Estados Unidos, de misturas hispânicas e texanas. No século XX, o passo para a universalização aconteceu através das grandes cadeias de “fast-food” norte-americanas e do cinema e televisão “made in USA”. Mas nada disso é comida tradicional mexicana.

“Surpreendeu-me muito que as pessoas me perguntem porque é que os nossos pratos não picam na língua - não esperava que tivessem essa expectativa”, confessa ao JTM Letícia Ramon Benavidez, uma das duas chefes de cozinha convidadas pelo IFT para a “fiesta” de gastronomia, ambas professoras na Universidade de Claustro de Sor Suana. “É muito importante darmos a conhecer os sabores que distinguem a nossa gastronomia”, acrescenta.

A oferta proporcionada na feira de gastronomia do IFT é ampla. Estão disponíveis desde a sopa de marisco ao “cocktail” de peixe anjo, camarão e ostras, passando pela garoupa com molho de tomate picante à carne de borrego. Para beber, não faltam a cerveja mexicana, “tequilla” e alguns vinhos do país de Pancho Villa.

A temperar tudo isto, há música ao vivo, tocada por um grupo de dez “mariachis”, os “Achai”. Trata-se de um conjunto de jovens dos 14 aos 24 anos, provenientes da cidade mexicana de Obregon Sonora. Apesar de estarem pela primeira vez em Macau, esta não é a sua primeira viagem ao Oriente: já tocaram anteriormente em Hong Kong, Singapura, Tailândia ou no Vietname. Não obstante a diferença de culturas, o ritmo e alegria das suas actuações (e alguns “hits” como “La Bamba”) prometem marcar as refeições no IFT, onde vão tocar à hora de almoço todos os dias até quinta-feira e à hora de jantar amanhã e quinta-feira.

Além da comida e da música, a feira de gastronomia mexicana inclui também dois “workshops” nas instalações do IFT. A terem lugar amanhã e quinta-feira, são destinados aos chefes de cozinha dos restaurantes locais e aos estudantes daquela escola de hotelaria e pretendem transmitir aos interessados o básico da cozinha mexicana. “O essencial é ensinar a diferença de sabores”, remata Letícia Ramon Benavidez.


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