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  N°2574 (Nova Série), Quarta-Feira, 12 de Setembro de 2007
INSTITUTO PROMETE MAIS ACÇÕES DE EDUCAÇÃO JUNTO DOS RESIDENTES
IC apela ao respeito
pelo património cultural

A falta de cuidado por parte das comunidades locais em relação aos Património Mundial da RAEM está a preocupar o Instituto Cultural. Tanto que o organismo pretende levar a cabo novas campanhas educativas sobre o tema

O Instituto Cultural de Macau comprometeu-se a melhorar o controlo em torno dos edifícios da RAEM incluídos na lista do Património Mundial da UNESCO. A garantia surgiu no seguimento de uma reportagem do “Ou Mun”, que noticiava a existência de várias queixas sobre a acumulação de lixo e excesso de barulho nessas áreas. Entretanto, o organismo encabeçado por Heidi Ho pediu aos residentes e visitantes mais civismo e respeito em relação aos monumentos históricos de Macau.

Segundo o jornal, foram já recebidas várias queixas envolvendo o excesso de barulho provocado por elementos da comunidade filipina e a existência de fezes de animais junto de edifícios protegidos do território, nomeadamente na zona das Ruínas de S. Paulo.

Na resposta, o IC assegurou que tem consistentemente prestado atenção à qualidade das zonas nas quais se localizam monumentos classificados pela UNESCO. Segundo o organismo liderado por Heidi Ho, essa tarefa é feita através do envio regular de funcionários aos locais em causa, bem como através da melhoria da comunicação e cooperação com outros departamentos do Governo, especialmente o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

Para o futuro, o IC prometeu melhorar as acções de promoção e educação entre as diferentes comunidades de Macau acerca do Património Mundial do território. O objectivo é motivar toda a sociedade a participar na protecção da história de Macau e na melhoria da qualidade de vida local.

Os actos de vandalismo envolvendo o património local não são de hoje. Já em Janeiro deste ano, os jornais locais davam conhecimento da existência de vários casos do género. Na altura, o vice-presidente do IC, Stephen Chan, considerou-os como episódios isolados e garantiu que os residentes, mas também os turistas, têm que se auto-disciplinar na protecção do património.

ESPERA. Um dos organismos que poderia ajudar no combate ao vandalismo nos monumentos é o anunciado Conselho para a Gestão do Ambiente Patrimonial, que será responsável pela coordenação dos diversos sectores com responsabilidade no património histórico. O organismo, que o Governo da RAEM se comprometeu a criar aquando da integração de Macau na lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO, em Julho de 2005, e que deve reunir representantes de entidades governamentais e não governamentais, incluindo responsáveis dos diferentes monumentos classificados e associações comunitárias, continua em fase de estudo, mais de dois anos depois. Curiosamente, o território já teve um organismo do tipo - a Comissão de Defesa do Património Urbanístico, Paisagístico e Cultural de Macau -, criado durante a administração portuguesa, em 1981. No entanto, acabaria por cair no esquecimento.

A criação do Conselho para a Gestão do Ambiente Patrimonial não parece ser uma prioridade governamental - pelo menos, não está inserido na Reforma da Administração Pública de 2007 a 2009, anunciada em Junho. Nesse programa, está apenas incluída a revisão da lei sobre a protecção do património cultural.


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