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  N°2574 (Nova Série), Quarta-Feira, 12 de Setembro de 2007
PEDIDOS DE SUBSÍDIO VOLTARAM A DIMINUIR EM 2007/2008
Santa Casa já concedeu 2,4 milhões
para propinas da EPM e Jardim de Infância

A Santa Casa da Misericórdia de Macau voltou este ano a registar uma diminuição no número de pedidos de subsídio para as propinas da Escola Portuguesa e Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, no âmbito de um plano que já obrigou a instituição a um investimento total de 2,4 milhões de patacas

SÉRGIO TERRA

O número de candidaturas aos subsídios atribuídos pela Santa Casa da Misericórdia de Macau para o pagamento de propinas da Escola Portuguesa (EPM) e do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes mantém a tendência de quebra verificada nos últimos anos. Depois de ter processado e aprovado 59 pedidos em 2006/2007, a Santa Casa da Misericórdia recebeu 50 candidaturas para o ano lectivo agora iniciado, tendo voltado a dar “luz verde” a todas as solicitações apresentadas por famílias que se encontram em condições financeiras menos favoráveis.

O montante total dos subsídios a entregar ao longo de 2007/2008 ascenderá a 160.031 patacas, contra as 217.740 patacas distribuídas no ano lectivo anterior, de acordo com dados disponibilizados ao JTM pela instituição. Implementado em 2000/2001, o plano de apoio já beneficiou 522 alunos da EPM e do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes com um total de aproximadamente 2,4 milhões de patacas, incluindo as verbas atribuídas para o corrente ano escolar.    

Com a redução dos pedidos a acompanhar o aumento da taxa de inflação em Macau, o provedor da Santa Casa da Misericórdia acredita, por isso, que a justificação para esta quebra não reside em factores de natureza económica, assentando sobretudo na diminuição do universo estudantil. Independentemente do número de beneficiários, António José de Freitas garante, no entanto, que este apoio “vai continuar”.

“Este é um projecto de continuidade e em que vale a pena apostar, por um lado, para reforçar a presença da comunidade portuguesa em Macau e, por outro, para manter um vínculo entre a EPM e a Santa Casa”, sublinhou o provedor da instituição ao JTM.  

Este ano, o valor das propinas da EPM sofreu novo aumento, facto que mereceu na altura reparos negativos por parte da direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEP). A associação alertou designadamente para o caso dos estudantes do terceiro ciclo, cujos custos anuais aumentaram em cerca de nove por cento, apesar do subsídio atribuído pela Direcção dos Serviços de Educação (DSEJ) e Juventude ter crescido 20 por cento. Por sua vez, os encarregados de educação dos jovens matriculados no terceiro ciclo terão de pagar mais 600 patacas em propinas, porque estas passaram de 14 mil para 16.100, enquanto que o subsídio da DSEJ atinge as nove mil patacas, mais 1.500 do que no ano anterior.

FUTURO RISONHO. Apesar dos contratempos relacionados com o longo processo de transferência de instalações ou do debate em torno da reforma curricular, o futuro da EPM é encarado com optimismo pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macau. Para António José de Freitas, mais do que o local do seu funcionamento, importa sobretudo que a EPM mantenha os actuais padrões de ensino, com “um método bem organizado e implementado” que tem dado frutos ao longo dos anos.

“Os resultados obtidos pelos alunos nos exames finais provam que o ensino é bom e que há condições para isso”, notou o mesmo responsável, sustentando que a EPM “justificará a sua continuidade, independentemente do número de alunos”. 

O provedor da Santa Casa ressalva, porém, que o estabelecimento de ensino também deve adaptar-se à realidade do território em que se insere, ajustando os programas curriculares, por forma a oferecer “um ensino mais abrangente e acessível” a outras comunidades. 

Para além do plano de atribuição dos subsídios para propinas, António José de Freitas chegou a equacionar a possibilidade de propor à mesa directora da instituição um projecto ainda mais ambicioso que passaria pela concessão de bolsas de estudo a alunos da EPM, cujas famílias sentem dificuldades em enviar os filhos para instituições de ensino superior do exterior. Os elevados encargos que o projecto acarretaria e o facto de existirem hoje várias instituições que oferecem bolsas de estudo, têm impedido a concretização da ideia, mas não obstam a que Santa Casa continue a apoiar pontualmente alunos de Macau mais carenciados do ponto de vista económico.

As bolsas de empréstimo têm sido o método escolhido pela instituição para assegurar apoio a alunos locais, a quem a Santa Casa pretende incutir cada vez mais “um sentido de pertença a Macau”, na convicção de que, uma vez formados, podem e devem contribuir para o desenvolvimento do próprio território.

Aulas de regresso ao D.José da Costa Nunes

Depois dos alunos da EPM terem iniciado, na segunda-feira, o ano lectivo de 2007/2008, hoje será a vez dos mais pequeninos animarem os corredores do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. No regresso às aulas, o Jardim de Infância dará as boas-vindas a 70 crianças, que estão distribuídas por três turmas e contam com o apoio de cinco educadoras e três agentes de ensino.


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