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  N°2539 (Nova Série), Segunda-Feira, 6 de Agosto de 2007
DECISÃO DE RAMOS HORTA PODERÁ SER CONHECIDA HOJE
Aliança espera convite a Xanana

A Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) espera que o Presidente da República formalize hoje o convite a Xanana Gusmão para formar o novo governo de Timor-Leste, afirmou à agência Lusa um dos dirigentes da oposição

“Pelo que sabemos, a decisão do Presidente da República está tomada no sentido de convidar Xanana Gusmão a constituir governo”, afirmou um dos líderes da AMP, aliança dos quatro maiores partidos da oposição à Fretilin.

“Foi pedido anteontem [sexta-feira] ao presidente do CNRT (Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste) que apresentasse a José Ramos-Horta o elenco do próximo governo”, adiantou o mesmo dirigente.

Se o chefe de Estado cumprir o calendário por ele próprio estabelecido, hoje será o dia do anúncio oficial da indigitação do chefe do IV Governo Constitucional, cinco semanas após as eleições legislativas de 30 de Junho e um mês de negociações - infrutíferas - para a formação de um Executivo de “grande inclusão”.

Três cimeiras de dirigentes partidários e titulares políticos não puseram de acordo a Fretilin, partido mais votado mas sem maioria absoluta, e a AMP, que oferece uma maioria parlamentar e conseguiu eleger o presidente da Assembleia Nacional, segunda figura na hierarquia do Estado.

O convite de José Ramos-Horta a Xanana Gusmão, a escolha da AMP para primeiro-ministro, foi feito quarta-feira mas deparou com a resistência da Fretilin, que fez recuar o chefe de Estado e pediu mais tempo, segundo contou à imprensa o secretário-geral do partido maioritário, Mari Alkatiri.

A Fretilin, ao mesmo tempo que propôs um governo liderado por um independente, retirou-se do plenário da Assembleia, bloqueando na prática o funcionamento do parlamento e impedindo, desse modo, a aprovação do programa de um qualquer governo que não passe por um convite ao partido mais votado.

Durante o impasse pós-eleitoral, o país tem sido gerido por Estanislau da Silva, chefe de um governo “que não parou de funcionar”, como recordou a semana passada José Ramos-Horta ao insistir que não havia “pressa” nem “urgência” na formação do novo governo.

A concretizar-se o anúncio do convite a Xanana Gusmão, a tomada de posse dos principais ministros do IV Governo deverá acontecer amanhã.


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