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  N°2539 (Nova Série), Segunda-Feira, 6 de Agosto de 2007
FUTEBOL “SENTENCIADO” COMO JOGO “NÃO HOMOSSEXUAL”
Juiz brasileiro provoca ira
da comunidade “gay”

Um juiz brasileiro provocou na sexta-feira a ira da comunidade “gay” deste país ao afirmar, numa sentença judicial, que o futebol “é um jogo viril, não homossexual”

O magistrado Manoel Maximiliano Junqueira Filho, de um tribunal de São Paulo, converteu-se em alvo de grupos de defensores de direitos civis dos homossexuais ao decidir arquivar um processo invocando motivos considerados homofóbicos.

A história começou quando o director administrativo do Palmeiras, equipa histórica da primeira liga brasileira, José Cyrillo Junior, deu a entender, durante um programa de televisão, que o médio Richarlyson, do rival São Paulo, será homossexual.

Richarlyson avançou com um processo judicial contra Cyrillo por injúrias, mas o juiz decidiu arquivar o caso alegando que a queixa não tem fundamento legal.

O juiz considera que em nenhum momento o jogador foi assinalado como homossexual. Mas se isso tivesse acontecido, argumenta, o atleta deveria ter ido ao mesmo programa “declarar-se heterossexual e ponto final”.

Mas a ira dos activistas homossexuais brasileiros foi desencadeada por um frase em que Junqueira Filho responde directamente a um manifesto do Grupo Gay da Bahia, uma associação de activistas que defende a abertura dos relvados a atletas com opções sexuais alternativas.

“Já que foi interpelado, este juízo responde: o futebol é um jogo viril, varonil, não homossexual”, diz o juiz, argumentando que quem recorda o Campeonato do Mundo de 1970, ganho pelo Brasil, “jamais conceberia ter um ídolo homossexual”.


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