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  N°2539 (Nova Série), Segunda-Feira, 6 de Agosto de 2007
JAPÃO
Shinzo Abe remodela governo no dia 27

O primeiro-ministro conservador japonês, Shinzo Abe, tenciona remodelar o governo e a direcção do Partido Liberal Democrata (PLD, direita) no próximo dia 27, após a derrota eleitoral da coligação no poder

Shinzo Abe conta convocar, logo de seguida, uma sessão extraordinária do Parlamento a partir do dia 31, referiu a imprensa nipónica de ontem, citando fontes governamentais não identificadas.

O PLD e o seu aliado, o partido budista Novo Komeito, sofreram há uma semana uma derrota histórica nas eleições senatoriais, perdendo o controlo da Câmara Alta em proveito da oposição centrista representada pelo Partido Democrata do Japão (PDJ).

Muito enfraquecido e cada vez mais impopular,Shinzo Abe, que é acusado de falta de autoridade e de experiência, assumiu a responsabilidade da derrota, mas excluiu demitir-se e prometeu, em contrapartida, alterar o governo.

O primeiro-ministro, procurando restaurar a sua autoridade, assegurou que procederá pessoal e directamente à remodelação ministerial, com base em critérios de competência e sem consultar os líderes do seu partido.

“Quero escolher uma pessoa competente para cada um dos postos ministeriais”, declarou Abe, respondendo aos jornalistas que lhe perguntaram se ia aceitar as recomendações dos líderes do PLD.

No entanto, de acordo com a imprensa nipónica, o mais jovem primeiro-ministro do pós-guerra (52 anos) está a ser pressionado pelas hierarquias do PLD que pediram a demissão de Shinzo Abe no dia das eleições.

Os analistas têm atribuido a derrota de Abe à sua ignorância sobre as preocupações quotidianas dos japoneses, como o emprego, o bem-estar económico ou o envelhecimento rápido do arquipélago. Por outro lado, a coligação governamental está fragilizada por vários escândalos financeiros, sobretudo no que respeita ao sistema das reformas, uma vez que estão por accionar 50 milhões de processos de contribuintes. Num país que envelhece muito rapidamente, este fiasco tem o efeito de uma bomba e, segundo os analistas, poderá vir a custar caro à maioria.


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