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  N°2449 (Nova Série), Ter¬a-Feira, 8 de Maio de 2007
POLÉMICA NA FINAL DA TAÇA de futebol DEVEU-SE A UM “GRAVE ERRO DO ÁRBITRO”
Associação quer reformular Conselho de Arbitragem

Foram muitos os casos polémicos que marcaram a última época do futebol da RAEM, que culminou com uma decisão controversa na final da Taça de Macau, na sexta-feira. A direcção da Associação de Futebol de Macau considera que se tratou de um “grave erro do árbitro” e já fala em reformulação do Conselho de Arbitragem

O que passou na final da Taça de Macau “não tem sentido” e deveu-se a um “grave erro do árbitro”. Esta é a primeira reacção da direcção da Associação de Futebol de Macau (AFM), que já pensa em proceder a uma reformulação do Conselho de Arbitragem, segundo adiantou o responsável pelo departamento de comunicação social, Lawrence Kwok.

De acordo com os regulamentos para a Taça de Macau, cada jogo teria uma duração de 60 minutos, sendo que, em caso de empate, se procederia à marcação de penalties por “morte súbita”, isto é, a equipa que falhasse seria eliminada. Porém, na última sexta-feira, dia em que se disputou a final (cujo período regular terminou empatado), o árbitro, Chan Kun Man, afirmou que se iria proceder à marcação de uma série de cinco pelalties e, só depois, à “morte súbita”. Contudo, após a jogador da Polícia de Segurança Pública (PSP) ter convertido o penalti e o atleta do Monte Carlo ter desperdiçado a oportunidade, um elemento da AFM deu indicações para o árbitro terminar a partida, entregando o troféu à PSP, porque assim ditavam os regulamentos.

Lawrence Kwok esclareceu que no início da competição a AFM entregou os regulamentos às equipas e aos árbitros, regras que todos “deviam ter lido”, salientou. Lamentando o acontecimento, o responsável da AFM não encontra outra explicação que não “um erro lastimável” do árbitro.  Questionado sobre os vários casos que marcaram a última temporada, Lawrence Kwok reconhece que a arbitragem “tem sido uma dor de cabeça”. “Temos um grande problema que vamos tentar resolver da melhor forma”, disse o dirigente ao JTM. No leque das hipóteses surge a “reformulação do Conselho de Arbitragem”, segundo admitiu Lawrence Kwok. Colaborar com profissionais de Hong Kong será outro dos caminhos a seguir, efectuando cursos de formação para os árbitros “para elevar a qualidade da arbitragem local”, sublinhou.

A situação da final da Taça é que não sofrerá alterações, afirmou o mesmo responsável. Assim, o caso será analisado pela direcção da AFM, mas o troféu não será retirado à Polícia.

T.A.


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