PARA EQUILIBRAR A BALANÇA COMERCIAL
ICEP aposta em Centro de Distribuição de produtos portugueses em Macau

Marques da Cruz deseja ver aumentado o volume de exportações para a China e a RAEM, uma vez que as balanças comerciais são altamente “deficitárias” para Portugal, e por isso, o ICEP aposta no Centro de Distribuição de produtos portugueses a ser estabelecido em Macau

VITÓRIO CARDOSO

Em Lisboa

Marques da Cruz, revelou ao JTM que o volume das exportações para a China tem registado um crescimento na ordem dos 60 por cento, mas não está satisfeito porque, “a evolução da balança comercial continua a ser deficitária para Portugal e por isso que temos de crescer ainda mais que 60 por cento”.

Um semestre depois de ter sido confirmada a parceria estratégica entre Pequim e Lisboa, o ICEP Portugal garante que foram feitos vários contactos a nível empresarial e que “é altamente positivo, o balanço que fazemos da componente”.

Marques da Cruz considera que a evolução deste relacionamento é um processo contínuo, e há que não esmorecer nos passos seguintes. “ Pode dizer-se que depois da reunião do Fórum de Cooperação Empresarial Portugal-China, no mês de Abril, e com a preparação da missão que se vai realizar em Macau, em Setembro, o processo avançou  bastante”, frisou, citando como exemplos a criação do Centro de Distribuição - que conta com a  participação da empresa chinesa Nam Kwong, ICEP Portugal e o IPIM - e as parcerias entre entidades portuguesas e de Macau para a Feira Internacional de Macau.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO EM SETEMBRO. A assinatura do acordo final para a criação do Centro de Distribuição está prevista para 23 ou 24 de Setembro, por ocasião do Fórum de Cooperação Económica e da Feira Internacional de Macau, onde o presidente do ICEP Portugal admite como possível o “objectivo de ter aproximadamente 40 empresas portuguesas em Macau”.

Quanto ao Centro, Marques da Cruz acredita que será possível em dois meses “chegarmos ao acordo final para a criação do Centro de Distribuição, uma vez que ainda há coisas que não estão definidas”, enquanto o presidente do IPIM, Lee Peng Hong alertava que “para um projecto a sério, como o do Centro de Distribuição, necessitamos de tempo para maturar as ideias, nomeadamente quanto ao plano de negócios, uma vez que faltam concretizar ainda alguns detalhes”.

“Mais um pouco de esforço”, é a recomendação do IPIM para se concluir o acordo com Portugal, concordando, por outro lado, que Setembro será “uma altura ideal para arrancar com o projecto e com sucesso, mas nada impede que seja antecipado ou adiado, pois o que nos interessa e é nosso desejo, é ter um projecto viável que possa ajudar os empresários portugueses a entrarem no mercado da China, através de Macau”.

A iniciativa que decorreu ontem no Hotel Meridien foi para Lee Peng Hong “uma excelente oportunidade” para a delegação empresarial de Macau se encontrar com a comunidade empresarial de Portugal. Com o apoio do ICEP e do IPIM, foi possível divulgar as oportunidades em Portugal e nos mercados da União Europeia e Países de Língua Portuguesa.

Na ocasião Lee Peng Hon convidou os empresários portugueses a participarem no II Fórum de Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa e na Feira Internacional de Macau que acredita vai conseguir atingir, este ano, um novo número recorde de participações portuguesas.

Segundo a lista de convidados para o jantar de apresentação de Macau, Lee Peng Hong revelou que “a escolha de empresários portugueses foi feita a dedo e com o apoio do ICEP pudemos ter presentes os dirigentes das principais associações empresariais e das grandes empresas com ligações a Macau”.

Manuel Pinho garante presença em Setembro

O ministro da Economia, Manuel Pinho garantiu ontem ao JTM que vai estar presente em Macau,  no próximo mês de Setembro aquando da reunião ministerial que se realiza no âmbito do II Fórum de Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa e na Feira Internacional de Macau. Em breve comentário, à saída do almoço, Manuel Pinho considerou “muito impressionante”, o modo como “Macau está a ter um papel cada vez mais relevante nas ligações entre o sul da China e a Europa e os países lusófonos” e confidenciou-nos mesmo que “já marcámos a viagem para Setembro, para Macau e para a China”.