Câmara quer Centro de Informação para empresários luso-chineses

Fernanda Ilhéu, secretária-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, considerou que um centro de informações Luso-Chinês na RAEM e em Portugal ajudaria a ultrapassar diferenças culturais e de dificuldades no acesso à informação mutual

VITÓRIO CARDOSO
Em Lisboa

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCIL-C) reuniu cerca de duas centenas de empresários portugueses com ligações a Macau para homenagear Edmund Ho, salientando Fernanda Ilhéu, ter sido uma iniciativa que também visou demonstrar “o afecto e agradecimento da comunidade empresarial portuguesa e dos portugueses em geral que têm sido enquadrados e envolvidos em todo o processo de desenvolvimento que Macau está a atravessar”.

Em declarações ao JTM, a secretária-geral da CCIL-C considera que “é fantástico” o que se está a passar em Macau, pois está-se a concretizar o sonho que sempre existiu.

Numa perspectiva de futuro, Fernanda Ilhéu defendeu que deve ser criado um centro de informações empresariais sobre a China, que “poderia estar em Macau e com antenas em Portugal” devendo este centro “ter informação actualizada e difundida permanentemente ‘on-line’”, uma vez que se queixa que “em certos casos ou não há informação ou há muita dificuldade de a obter”.

Segundo a dirigente da Câmara, esta instituição estará desde já disponível para  colaborar na divulgação de informação uma vez que “tem trabalhado muito nesse sentido e quanto mais pesquisa houver e mais informação  for difundida, melhor a comunidade empresarial poderá trabalhar”.

Apesar de tudo, admite que “existem ainda dificuldades de relacionamento entre as comunidades empresariais lusas e chinesas, dado que a língua e a distância cultural constituem barreiras a ultrapassar”. Fernanda Ilhéu, recorda , contudo, que Macau tem todas as condições para poder ajudar a estreitar estas relações.

Quanto ao interesse dos empresários de Macau no mercado lisboeta, Fernanda Ilhéu considera que “obviamente Lisboa tem imensos atractivos para as pessoas de Macau”.

“E uma vez que estamos na UE as portas estão todas abertas, portanto o que interessa é que os chineses de Macau e da República Popular da China tenham em conta Lisboa como destino”, frisou.

Lisboa tem dado sinais de constituir uma etapa como destino turístico para chineses, apesar de certas rotas que ligam Portugal, Espanha e Alemanha, e outras como a do Reino Unido - Portugal, são frequentadas por empresários chineses. Fernanda Ilhéu acredita que com o tempo descobrirão Portugal como destino turístico.

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa tem aumentado o número de associados e volume de negócios, em especial neste primeiro semestre, o que a dirigente considera ficar a dever-se ao crescente interesse dos empresários portugueses pelo mercado chinês, considerado “muito atractivo”.

A concluir, Fernanda Ilhéu adiantou que em breve serão lançadas várias iniciativas de cooperação empresarial, que neste momento estão a ser estudadas com as instituições de promoção de investimento de Macau.